Compre sua máscara

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E aí, a quantas anda seu mode paranóia? Vejo pouca TV, acho que isso que me segura. Mesmo assim pela manhã vi o presidente mexicano sugerindo que ninguém saia de casa. Só me lembro de algo do gênero naquelas séries japonesas tipo Spectreman, quando nego derrubava a cidade inteira a cada episódio. Mesmo assim acabei de almoçar um primo do moço acima assado. Uma delícia.

O fato é que é uma excelente hora para vender máscaras. Alguém tem que estar feliz. Mas como se diferenciar dos demais produtores numa estratégia online? Qual o investimento para isso? A grande dica é começar pensando no lado contrário. Que tal imaginar o que as pessoas estão perguntado. Use as palavras certas, o conteúdo exato e, sem rodeios, chegue lá. Veja esta campanha, um belo exemplo da eficiência do simples.

Mais um flashmob dançante

Quem ainda acredita que todas as campanhas devem ser absolutamente inéditas? Dessa vez o flashmob foi organizado por uma TV belga para lançar uma série de TV. Como estou viajando, sem conseguir atualizar o blog, seguem mais duas dicas de link:

Web permite lançar documentário em tempo real.

Baixe livro do Centro Knight de Jornalismo sobre Como Escrever para a Web.

Viralzinho do fim de semana

Pra quem ainda acha que basta jogar um vídeo na web que ele será viral, vale a pena ver este vídeo em que o jovem Micha Albacow faz o pessoal numa rua de Copenhague participar de uma orquestra feita apenas com TicTac. A ação conta ainda com um site que mostra as peripécias do adolescente do Uzbequistão. Pra dar uma olhada na ficha da campanha, vá ao ViralBlog.

Buddy Poke. Tem que aturar.

Minha mulher tem um curso de aula particular para adolescentes. Dia desses veio me perguntar o que são “aqueles bonequinhos do Orkut. Todos os meus alunos adoram”. Careca, aos quase 40, nem que eu quisesse, conseguiria ser miguxo ou emo. Mas, como desde sempre, continuo falhando em sair mais do meu mundinho de interesses, peco ainda em conhecer mais a fundo o que está movimentando gente por aí. Seja lá de que perfil for. Sei por exemplo que existe BBB9, mas não sei nada além de que um senhor foi expulso e que a senhora fala palavrão. O Buddy Poke idem: sei há muito tempo que os bonequinhos estão lá, e eu cá.

Esta postagem do Viral Blog (em inglês) trata da dimensão que os aplicativos, avatars em 3D que servem pra auto-identificação e interação, estão mais do que propagados no Orkut, MySpace e mais seis plataformas de redes sociais -sem data ainda para invadir o Facebook.

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 Os números precisam ser levados a sério. Os bonequinhos customizáveis que representam as emoções da moçada. Mais de um milhão de instalações e 17,8 milhões de visitantes no Netlog, 1,1 milhão de usuários ativos no MySpace, 1,3 milhão de usuários no Hyves (16% do total da rede), sem contar o sucesso total no Orkut. A febre não é só no Brasil, está em diversos países, como Itália e Holanda. Se quiser fazer o seu, entre aqui. Eles já viraram até cosplay, ou seja, tem gente se passando como Buddy Poke por aí.

Como capitalizar para sua marca com isso? Sei lá, eu não tenho vocação nem talento para oráculo, mas que é mais que óbvio que algo conhecido e vivido por tante gente represente um potencial incrível para campanhas, disso não há dúvida.

Olha as coisas melhorando…

Demorou, mas aconteceu. O playerzinho ainda pode melhorar bastante, o que não ofusca o avanço de, enfim, existir um site de emissora de TV no Ceará que libere seu conteúdo de vídeo para exibição em qualquer plataforma. Soube a notícia pelo  Liberdade Digital. Segundo o blog do Emílio Moreno, depois dessa medida a audiência do Jangadeiro Online aumentou muito pela exibição dos vídeos via Orkut. Era de esperar né?

Conversando com o Emílio, percebi que ele teve a mesma impressão que eu, ou seja, que uma mudança legal seria aproximar os códigos do vídeo; afinal de contas, usuário é um bicho complicado. Eu mesmo só achei os códigos porque tinha lido o post antes e fui na intenção de procurar. O fato é que uma emissora local pode gerar diversos vídeos virais automáticos se cumprir a lição básica da web, que é deixar que as pessoas espalhem seu conteúdo e sua marca por aí.

Leônidas Fontes

Hoje nem é sexta.

Mais uma vez: how bizarre. Imagine a cara do Andrew Keen assistindo uma coisa dessas.

Via MyPix.

Espanhol prefere web à TV

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Não vou cair na armadilha de decretar o fim de nada. Até porque se trata de uma armadilha já bem manjada pela sua absoluta fragilidade. Algumas vezes esta semana vi links falando da pesquisa que mostra que espanhóis dedicaram mais tempo à web do que à TV em 2008. Este é mais um deles.

Vai ter também alguém sendo simplista pelo outro lado, tipo “Isso é na Europa, aqui é diferente”. Claro que é. Por aqui o fenômeno tem suas peculiaridades, como as lan-houses por exemplo, mas já estamos 100% mergulhados numa nova forma de comunicação interpessoal e corporativa. Será mesmo que alguém ainda duvida disso?

Tem que gostar muito

Até onde pode ir a vontade de fãs estarem perto de seus ídolos? O chiclete Trident resolveu por a prova a questão. Acredite se quiser, mas eles estão leiloando um chiclete mascado por Cauã Reymond por 15 minutos. Quem der o maior lance, vai pra farra com o rapaz, repassando a grana paga para uma ONG.

O que você vai fazer com o chiclete depois? Não faço a menor idéia. Quem estiver disposto a dar o maior lance que sabe, não duvido nem que alguém queira conferir se o gosto continua por lá. Talvez seja melhor pensar por outro lado. Pense em ajudar a ONG. Você sai com o garotão e deixa na história de sua vida uma notícia nobre.

Festival do Viral

Não é à toa que muita gente por aí ainda pense que qualquer vídeo engraçadinho é um viral. Minha impressão é que tem mais mistério nesta cumbuca. Será que estes vídeos vão viralizar mesmo? Pra quem quiser ver mais vídeos que farão parte do Festival, clique aqui.

Update: Reproduzo aqui comentário do amigo Silvio César, com quem concordo plenamente: Não sei não. Esse vídeo, por exemplo, tá com cara de comercial dos anos 90 que era feito somente para ganhar festival…viral, viral mesmo acho que é a coisa mais difícil de ser feita. Se fosse fácil, tava cheio de neguin ganhando os tubos inventando videozinho para seus clientes. Não sei se você concorda com isso, mas quem decide, mesmo, o que é ou não viral, são os viewers, e essa decisão ninguém tasca. É claro que existem empresas especializadas em virais, como a Viral Factory, mas não vejo isso como a certeza de que se achou a fórmula mágica da viralrização. Dê aí a sua opnião, please, pra aumentar o discurso.

YouTube no Fantástico

Além da Patrícia Poeta, uma boa razão para assistir o Fantástico é para acompanhar as formas de integração com plataforma web e abertura para colaboração que eles têm testado. Não dá para ficar no discurso dos profetas do apocalipse de que isso mostra a vitória da Web sobre a TV. O pessoal que faz o Fantástico é de uma competência monumental, tem uma responsabilidade absurda de manter altos índices de audiência, o que representa que cada minuto de inovação, por mais necessário que seja, implique em muito risco. Vale muito a pena ficar atento. Mas sem precisar assistir o programa inteiro, é claro. Mais fácil é ir ao site…

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