Compre sua máscara

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E aí, a quantas anda seu mode paranóia? Vejo pouca TV, acho que isso que me segura. Mesmo assim pela manhã vi o presidente mexicano sugerindo que ninguém saia de casa. Só me lembro de algo do gênero naquelas séries japonesas tipo Spectreman, quando nego derrubava a cidade inteira a cada episódio. Mesmo assim acabei de almoçar um primo do moço acima assado. Uma delícia.

O fato é que é uma excelente hora para vender máscaras. Alguém tem que estar feliz. Mas como se diferenciar dos demais produtores numa estratégia online? Qual o investimento para isso? A grande dica é começar pensando no lado contrário. Que tal imaginar o que as pessoas estão perguntado. Use as palavras certas, o conteúdo exato e, sem rodeios, chegue lá. Veja esta campanha, um belo exemplo da eficiência do simples.

Viralzinho do fim de semana

Pra quem ainda acha que basta jogar um vídeo na web que ele será viral, vale a pena ver este vídeo em que o jovem Micha Albacow faz o pessoal numa rua de Copenhague participar de uma orquestra feita apenas com TicTac. A ação conta ainda com um site que mostra as peripécias do adolescente do Uzbequistão. Pra dar uma olhada na ficha da campanha, vá ao ViralBlog.

Viva o simples

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O grande objeto do desejo quando este jornalista palpiteiro se mete a criar é atingir o simples. Pensando nisso, seleciono três diferentes ações (ou formas de expressão pura e simples):

1)  Aproveitar o forte inverno inglês para estender papelões com a inscrição “Amando a neve? Tente dormir nela. Ajude a tirar os sem-teto do frio” são absolutamente simples e eficazes, 100% dentro do conceito da www.crisis.org . Claro que o número de pessoas impactadas diretamente é baixo, mas o número de pessoas que, como eu, gosta e repoduz, é enorme. Basta saber que eu sou uma das 2.818 pessoas que receberam a campanha por email do excelente Lá Fora, fora os 3.612 assinantes de feeds e sei lá quanta audiência direta que eles têm. Isso pra falar apenas de um blog que repercutiu a campanha.

2) Outro conteúdo simples, de produção barata, com grande poder viral,  “Copacabana é Perigoso” é uma mostra muito legal das ótimas tiras de humor negro do Capinaremos. Como o tema é mais do que polêmico, sugiro atenção na linguagem visual. Pra não ferir suscetibilidades.

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3) O figuraça Madsen Felipe, “web guy” - como ele mesmo se define - aqui da 101° Macaco (nem vou dar o link do site feito por outrem, vamos esperar a reformulação que ele vai tocar :) ), amanheceu hoje sabendo que o Fenotipo Labs, blog coletivo que ele participa, foi citado numa lista de “blogs que pensam” pelo blog da Srta. Amy .  Nem quero entrar em detalhes sobre memes.

O que me interessa é um resgate mais pueril. A grande graça e riqueza dos blogs é a possibilidade de múltiplos conteúdos a custo zero - ou quase zero. Que isso significa muito lixo, é óbvio. Por outro lado, pela própria “seleção natural”, conteúdos maravilhosos surgem e se destacam o tempo todo nos mais diversos nichos. Digo isso porque há uma impressão às vezes que a tal blogosfera está reduzida a uns dez nomes que palestram em todo lugar ou blogs com audiência de broadcasters - e cada vez mais se comportando como tal, afinal tiram daí seu ganha-pão.

Isso tudo é louvável, mas é uma das vertentes entre as tantas possíveis. A diversidade e a possibilidade de encontros livres em rede ainda são o que tem de mais legal na blogosfera. Quando a Srta. Amy segue o exemplo do blog Gloss, dando continuidade a uma seqüência de tantos outros blogs, todos sem pretensão de serem pro-bloggers, utilizando sem disfarce e indicando apenas blogs com o bom e velho blogspot, lembram a gente que embaixo de todo frenesi que se faz da elite da blogosfera, há muita, muita gente, nos mais diversos públicos, que continua simplesmente se expressando, se lendo, se comunicando.

Buddy Poke. Tem que aturar.

Minha mulher tem um curso de aula particular para adolescentes. Dia desses veio me perguntar o que são “aqueles bonequinhos do Orkut. Todos os meus alunos adoram”. Careca, aos quase 40, nem que eu quisesse, conseguiria ser miguxo ou emo. Mas, como desde sempre, continuo falhando em sair mais do meu mundinho de interesses, peco ainda em conhecer mais a fundo o que está movimentando gente por aí. Seja lá de que perfil for. Sei por exemplo que existe BBB9, mas não sei nada além de que um senhor foi expulso e que a senhora fala palavrão. O Buddy Poke idem: sei há muito tempo que os bonequinhos estão lá, e eu cá.

Esta postagem do Viral Blog (em inglês) trata da dimensão que os aplicativos, avatars em 3D que servem pra auto-identificação e interação, estão mais do que propagados no Orkut, MySpace e mais seis plataformas de redes sociais -sem data ainda para invadir o Facebook.

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 Os números precisam ser levados a sério. Os bonequinhos customizáveis que representam as emoções da moçada. Mais de um milhão de instalações e 17,8 milhões de visitantes no Netlog, 1,1 milhão de usuários ativos no MySpace, 1,3 milhão de usuários no Hyves (16% do total da rede), sem contar o sucesso total no Orkut. A febre não é só no Brasil, está em diversos países, como Itália e Holanda. Se quiser fazer o seu, entre aqui. Eles já viraram até cosplay, ou seja, tem gente se passando como Buddy Poke por aí.

Como capitalizar para sua marca com isso? Sei lá, eu não tenho vocação nem talento para oráculo, mas que é mais que óbvio que algo conhecido e vivido por tante gente represente um potencial incrível para campanhas, disso não há dúvida.

Leônidas Fontes

Hoje nem é sexta.

Mais uma vez: how bizarre. Imagine a cara do Andrew Keen assistindo uma coisa dessas.

Via MyPix.

A gigante guerrilheira

Os amigos que trabalham lá reclamam de que as coisas são lentas e tal. Se eles demoram, os demais andam com freio de mão puxado. A forma como o maior grupo de comunicação do país se dedica a web - pra não usar o termo redes sociais - é o maior termômetro de que nesta panela há de fato angu. E do grosso.

Eu já havia decidido escrever este post quando vi o do Blog de Guerrilha, de onde tirei o link acima de um videozinho que certamente vai viralizar. Quem imaginou que um blog faria parte da campanha de divulgação - relacionamento - de uma novela no horário nobre.

Mas eu nem queria ficar em exemplos pontuais. Assista o Fantástico. Mesmo que muitas vezes de forma rudimentar, o programa tem grande parte do seu conteúdo dedicado à participação via web. É o tempo todo, quase ao vivo. Ontem começou o BigBrother, com blog e vídeos na web também, fora os milhares que irão ser postados por “pessoas comuns”. Os caras querem mais: vão meter alguns participantes numa casa de vidro num shopping. Vai ser um tal de foto e vídeo no YouTube que não vai ser mole. Os caras são os donos do maior poder “bélico” e são também guerrilheiros de primeira.

Update: Nem tinha visto. Ontem quando escrevia este post, chegava aqui na 101° Macaco um pacote de incenso enviado pela “poderosa” para divulgar “No Caminho das Índias”. Não é nada, não é nada, é um monte de coisinha.

Os piores de 2008

Fim de ano começam várias listas. Este blog inglês fez a sua lista dos piores VTs de 2008. No pior estrelam Tiger Woods, Federer e Henry.

Seus olhos te enganam

De repente, distraído em meio a um conteúdo, você se encontra bem humorado com uma marca. E a chance de repassar é bem grande. Tudo bem dentro das receitas do viral. Só toma cuidado quando for conversar com teu cliente, porque no reino da piada pronta ainda tem muito cliente achando que vídeo viral se tira do bolso. É meio como querer que um filme publicitário ganhe Cannes antes do briefing.

Dica do amigo João Ricardo da Íntegra.

Tem que gostar muito

Até onde pode ir a vontade de fãs estarem perto de seus ídolos? O chiclete Trident resolveu por a prova a questão. Acredite se quiser, mas eles estão leiloando um chiclete mascado por Cauã Reymond por 15 minutos. Quem der o maior lance, vai pra farra com o rapaz, repassando a grana paga para uma ONG.

O que você vai fazer com o chiclete depois? Não faço a menor idéia. Quem estiver disposto a dar o maior lance que sabe, não duvido nem que alguém queira conferir se o gosto continua por lá. Talvez seja melhor pensar por outro lado. Pense em ajudar a ONG. Você sai com o garotão e deixa na história de sua vida uma notícia nobre.

Festival do Viral

Não é à toa que muita gente por aí ainda pense que qualquer vídeo engraçadinho é um viral. Minha impressão é que tem mais mistério nesta cumbuca. Será que estes vídeos vão viralizar mesmo? Pra quem quiser ver mais vídeos que farão parte do Festival, clique aqui.

Update: Reproduzo aqui comentário do amigo Silvio César, com quem concordo plenamente: Não sei não. Esse vídeo, por exemplo, tá com cara de comercial dos anos 90 que era feito somente para ganhar festival…viral, viral mesmo acho que é a coisa mais difícil de ser feita. Se fosse fácil, tava cheio de neguin ganhando os tubos inventando videozinho para seus clientes. Não sei se você concorda com isso, mas quem decide, mesmo, o que é ou não viral, são os viewers, e essa decisão ninguém tasca. É claro que existem empresas especializadas em virais, como a Viral Factory, mas não vejo isso como a certeza de que se achou a fórmula mágica da viralrização. Dê aí a sua opnião, please, pra aumentar o discurso.

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