Bud.TV foi-se. De vez.

screenhunter_02-feb-19-1552.gif

Agora é oficial.  A Bud.TV faz parte do passado. O investimento de 30 milhões de doletas não foi suficiente para que ela empolgasse o target da cerveja. Não é de hoje que a coisa está complicada. Engraçado saber disso hoje, já que ontem mesmo desencorajamos um cliente que queria ter um canal próprio de TV na web. Um “consultor” tinha batido pra ele que essa era a onda, sem sequer saber que o cliente já em um canal próprio de vídeos no YouTube e que não dispõe de grandes verbas.

Elenquei umas 500 reazões pra ele não investir na tal TV na web, considerando que no caso dele seria um gasto desnecessário, que nada agregaria.  Logo em seguida li sobre a Adidas.TV. Claro que são cenários diferentes, mas mesmo assim fez ter medo dessas convicções, opiniões absolutas, e, mais filosoficamente do que sobre o caso do cliente, comecei a me questionar. Hoje li sobre a Adidas de novo, com canalzão no YouTube e tudo. Logo em seguida, vem a notícia do Bud.TV.

Pois evitando cair na armadilha oportunista de um radicalismo generalizado, ratifico que o consultor estava enganado. Seria uma roubada completa pra este nosso cliente investir numa TV na Web com conteúdo amarrado e a vã pretensão de que as pessoas “sintonizariam” neste canal online todos os dias.

Joost agora sem download

joost.gif

Como tanta gente mundo afora, me cadastrei no Venice Project, ansioso por uma nova revolução. Meses depois, quando o projeto virou Joost, estava lá com uns convites de primeira hora. Baixei, fiquei bem impressionado com a full screen estilosa, uns espaços para comentários e… só. Com muito boa vontade imaginei: “quando nossa conexão no Brasil for melhor e os caras tiverem mais conteúdo, vai bombar”. Que nada. Frisson e expectativa viraram uma decepção generalizada. Pelo menos aqui no Brasil imagino que a base de usuários assídua seja ínfima.

Agora o Joost anuncia que não há mais necessidade de download. O diferencial que eles apostam em relação às incontáveis TVs online existentes está na possibilidade de personalização e integração no melhor estilo rede social. Se nem o hype em torno dos seus criadores fez o projeto deslanchar na primeira etapa, será que agora vai?

Audiência de vídeos online continua crescendo

hulujpg.gif

Lembro da minha decepção quando lançaram o Hulu, me cadastrei e fui vetado. O fato é que eu, num país tropical exótico, não era target mesmo. E no dia em que eles anunciassem (já anunciaram?): “agora também disponível no Brasil”, lá estaria eu.  Enfim.

O fato é que o Hulu, exibindo diversas séries, é um dos responsáveis por cada vez mais gente assistindo conteúdo online. Cerca de 20% da audiência de TV na gringolândia está online e crescendo.

PS. Pra quem não viu. o site novo do ESPN.

Record, Johnson, YouTube e mais

Para compensar os atrasos da semaninha bem punk que passou, segue um pacotão de sábado:

1) Record

record.jpg

Pouca gente aproveita melhor as TVs Online do que as comunidades religiosas. Bispo Macedo, que de bobo não tem nada, está disponibilizando via web tudo que é exibido pela Record. Infelizmente, sei lá por quê, ele segue o modelo da Globo.com, não liberando um código de incorporação do vídeo a outras plataformas. O legal é que, até pela quantidade não muito vasta de produções, você encontra o que quiser bem rápido.

Link enviado pelo professor Hugo Lopes.

2) Steven Johnson

Se você, assim como eu, não viu a entrevista no Roda Viva, aqui dá par ter um gostinho. A TV Cultura vai exibir reprise completa na madrugada de domingo para segunda-feira, s 1h30. Horariozinho ingrato…

3) A volta do viral do Batman

batman.jpg

Depois do luto pela morte de Heath Ledger, a campanha online volta com promessas de novidades para breve. Você entra em ibelieveinharveydent.com, cadastra seu email com a intenção de salvar Gotham City, e em seguida recebe uma mensagem avisando que em poucos dias você saberá como ajudar para “limpar” a cidade dos criminosos. Leia mais no Omelete.

Aproveitando a deixa, vai também a dica do Samuel Batista para quem gosta de super-heróis: o trailler de Iron Man.

4) Os críticos

criticos.jpg

Lista muito legal com oito tipos de críticos clássicos que todos nós conhecemos.

5) YouTube: o grande palanque

Observatório de Imprensa mostra a influência do YouTube como meio para propaganda e relações públicas especificamente em campanhas eleitorais.

A vez do Corinthians

corinthians.jpg

Depois do Grêmio e Flamengo, chegou a hora do Corinthians criar sua própria TV online - a empresa responsável é a DB4, a mesma da TV online do Flamengo. A idéia dos dirigentes, assim como os flamenguistas, é de arrecadar com o amor dos torcedores. Segundo eles, ontem, na primeira manhã de transmissão, já havia um milhão de acessos.

Aliás, parece que a Web anda mexendo mesmo com o futebol mundial. Já tem time sendo vendido de forma colaborativa. Vale a pena ler o caso do Ebbsfleet, time inglês comprado por quase 30 mil membros de uma comunidade virtual. Agora todos são acionistas com poder de decisão nos rumos da equipe. Pensando em intensificar o mercado internacional de venda de jogadores, a Fifa disponibiliza em março o Transfer Matching System para tentar acabar com os constantes problemas de documentação.

TV Cervantes

cervantes.jpg

Na semana que passou vi em diferentes lugares a notícia da nova ação do Instituto Cervantes para divulgar a cultura espanhola. Calhou de ter recebido por email o anúncio da Podio Sport TV e de sempre estar recebendo notícias do batalhador Carlinhos, que entre outros projetos, toca o DropTV.

Não existe nenhuma novidade na transmissão de conteúdo em vídeo via web. Acredito que ninguém melhor do que as igrejas utiliza essa estratégia. Mesmo assim admito que, de forma geral, ainda sou meio reticente estratégia. Pelo menos por enquanto. Se pegarmos os três exemplos acima, teremos experiências bem diferentes na visualização dos vídeos. Numa conexão de (suposto e pago) 1 mb, teve vídeo que não consegui abrir de forma alguma.

Gostaria de saber como iniciativas bem focadas como a Fla TV estão sendo recebidas, ter acesso a alguns números de visitação. Falo dessa especificamente porque o clube mais popular do país, com uma torcida fanática espalhada por todo Brasil, a lançou não como uma experiência multimídia, mas demonstrando expectativa de retorno imediato. Poder de bala não faltou. O lançamento foi feito com cobertura nacional juntamente com o anúncio da contratação de um jogador. Dificilmente haverá possibilidade de outra ação semelhante reunir tantas variáveis indicativas de sucesso.

Mesmo assim a Bud TV, por exemplo, teve investimento altíssimo, segmentou o target e deu no que deu. Não quero aqui considerar esse tipo de investimento como jogar dinheiro no lixo. De jeito nenhum. Levanto apenas algumas bolas como a qualidade do streaming disponibilizado, a concorrência do YouTube com sua infinita coleção de vídeos e, mais do que tudo: o que essas transmissões de vídeo pela web podem agregar de novidade conceitual que possa de fato gerar uma nova experiência ao usuário. Acredito que a chave esteja aí. E quem a achar, vai fazer a diferença.

Atualizando: falando em conceito, talvez uma lista de comerciais de TV dos anos 50 possa ser um bom combustível de idéias. Via Noblat.

Fla TV no ar

flamengo1.jpg

O Flamengo resolveu apostar na Web de verdade. O canal do clube na internet foi celebrado junto com a chegada do atacante Diego Tardelli. Se duvidar, foi até o contrário, o jogador é que veio para a festa na aba. A idéia não é apenas abrir um canal de comunicação. É criar um produto para capitalizar com a imensa torcida. Depois do dia 15 de fevereiro o torcedor que quiser desfrutar de todo o conteúdo exclusivo, vai ter que pagar R$ 12 mensais.

Olha a expectativa dos dirigentes, direto do site do Globo Esporte:

As estimativas da diretoria não são nada modestas. Microfone em punho, o vice-presidente de futebol do Flamengo, Kléber Leite, afirmou que espera, pelo menos, meio milhão de assinantes no estágio inicial. Se a previsão for certa, o faturamento será de R$ 6 milhões. Destes, R$ 4,5 mi (equivalente a 75% da renda) iriam para os cofres do clube.

A proposta é “nosso futebol será do tamanho que o torcedor quiser”. É um bom apelo, ainda mais porque se tudo der errado, como de costume no gerenciamento amador dos times cariocas, já se tem em quem colocar a culpa. Os dirigentes inclusive já condicionam novas compras de jogadores e renovações de contrato arrecadação de receita via TV Fla.

PS. Já fui alertado por alguns, como o - ainda bem - sempre ácido Norton, o Grêmio já está no ar na Web há bem mais tempo, e com conteúdo gratuito.

TV Flamengo na Web

flamengo.jpg

Há uns meses falei que ia entrar no ar o “canal de TV ” do Flamengo pela Web, seguindo, com o devido atraso, o que outros grandes clubes já fazem (meu Vasco, como em tudo no “império Eurico”, fica pra trás). Um monte de gente mandou email perguntando como acessava. Finalmente está aqui a resposta.

O endereço é www.flatv.com.br.

TV Fla

A torcida do Flamengo é a maior do Brasil. Acredito que ninguém tenha dúvida disso. Sou carioca, vascaíno, e admito que rubro-negro é uma praga numericamente implacável. Todo potencial marqueteiro da marca é mal aproveitado ao extremo. Com um mínimo de profissionalismo os caras iriam estourar de ganhar dinheiro.

Embora eu não acredite que seja nenhum indício de profissionalismo na gestão, alguém por lá percebeu que seria interessante seguir o exemplo de clubes como o Arsenal, colocando no ar sua própria TV Online, reunindo conteúdo focado nos interesses dos torcedores do clube e capitalizando com isso. A TV Fla ficará hospedada num hotsite na página oficial do clube.

Joost levanta mais um debate

Há trocentos links de TV Online onde você pode ver centenas de canais diferentes sem gastar um centavo. A quantidade de arquivos circulando nos torrents da vida é inimaginável. No meio desse mar de informação que, pelo menos por aqui, beneficia ainda apenas uma minoria entre a minoria ativa no mundo digital,o Joost, que sempre teve um hype diferente - tanto pelo histórico de seus criadores como por ser P2P -, oficializa hoje sua transmissão de TV Online aberta a qualquer usuário.

A grande pergunta é: será que alguém quer baixar o programa para ficar assistindo TV pelo Joost? As pessoas realmente querem isso? Ou será melhor ficar assistindo vídeos em streaming? Ou ainda baixar os programas de TV que você quiser?

Indo mais além, vale ler esse artigo e os comentários já postados (em inglês) sobre o “futuro” dos vídeos online em campanhas de marketing online.

Próxima »