Dell anuncia Twitter no impresso

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Quando se diz que as revistas semanais trazem notícias velhas, imagine aqui em casa, que, sei lá porque, por mais que se reclame, elas chegam no meio da semana seguinte. Dito isto, ainda não vi a Época dessa semana, assinada numa dessas promoções. Achei de um simbolismo enorme a Dell anunciar seu endereço no Twitter via revista impressa. A notícia eu vi no Twitter do sempre muito bem informado amigo Calebe, do Gattune, já retwittando outra pessoa.

Aliás, vou dar o braço a torcer. No começo achei que o Twitter seria mais um fogo de palha como tantos outros. Não sei mais. Todos os dias, umas cinco pessoas pelo menos, fakes ou não, mandam seus convites. Alguns colegas de redação que nunca imaginei. Quem escreveu um artigo interessante sobre essa sensação foi o Ciaco, diretor de marketing da Fiat.

Tenho lido no O Povo (jornal de Fortaleza) artigos do presidente do TCM-CE, Ernesto Saboia, sobre redes sociais. Muito legal que estas ferramentas saiam das mãos dos mesmos de sempre. Dia desses em seu Twitter, ele mostrou que seu interesse em social media terá ações concretas. Que o Twitter seja isca pro pessoal de outras esferas perceber que as pessoas estão assumindo cada vez mais novas formas de comunicar, o que, se feito integrado com as mídias tradicionais, é poderosíssimo.

Twittstory da Publicidade

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Taí outra iniciativa simples bem legal: a história da publicidade via Twitter.

Não deixe também de ouvir o conteúdo do último Seminários Info sobre Mídias Sociais.

Hoje é dia de voto

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Desde as primárias vimos incontáveis ações interessantes via web. Chegamos a pensar que por aqui pudesse haver algo semelhante nas eleições municipais brasileiras. Por diversas razões, como a visão obtusa do TSE e a própria incapacidade das campanhas pensarem web como web, não houve grandes ações de destaque.

Para encerrar este capítulo de tantas novidades cotidianas, destaco o VideoYourVote , mashup no YouTube onde você vê em todos os Estados Unidos não apenas vídeos com intenções de votos, mas outras questões relevantes como problemas com registro e intimidações aos eleitores. Simples e 100% colaborativo.

Update:  Mr. Merigo teve saco e competência para publicar um post sobre o Obama que todo mundo queria escrever.

Update 2: Mais um resumão.

Update 3: Juro que estou selecionando. A quantidade de links é absurda. Pelo menos vamos tentar ficar nos mais relevantes. Mais um.

My Debates

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Nas eleições de 2008, apesar da jurássica visão do TSE, houve alguns avanços como debate ao vivo pela web e sabatinas de candidatos ao vivo. Tudo ainda com muita cara de TV, a não ser por um formulário de “faça a sua pergunta”, o que acabava gerando uma verdadeira enxurrada de questões sem resposta.

Faltam ainda mecanismos que propiciem uma participação mais intensa. Vi agora no excelente blog Eleições Americanas de 2008 a referência ao MyDebates, uma rede dentro do MySpace que, além de transmitir em streaming o debate, e permitir as eventuais perguntas, promove o debate prévio entre os membros da rede social, já que eles também dão opiniões sobre os mais diversos temas.

A CNN também lançou uma rede, entre trocentas novidades que surgem todos os dias, integrando informações multimídia com debate eleitoral.  A questão lá é, ao contrário daqui, saber se tem gente disposta a participar de tantas iniciativas online.

E tome redes sociais

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Na list das 10 startups selecionadas no Startup 2008, a maioria absoluta é de plataformas de redes sociais, como a alemã Wolpy, de viagens, na foto acima. Ainda bem que tem muita gente grande pensando em como integrar isso tudo…  Confira as outras nove finalistas:

- iFoods (Irlanda / vídeo-receitas);
- UnLtdWorld (rede social)
- Bubok (Espanha / impressão online)
- Geospace (Hungria / rede social)
- AllRise (community court)>
- Planetaki (Espanha / gerador de planetas)
- Talicious (Alemanha / rede social)
- Learnit (República Checa)
- Zilok

Para ver a lista completa, vá ao indispensável Webmania 2.0.

Mais música no MySpace

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Imagine que você tem uma grande gravadora, que estamos há 20 anos atrás. Uma nova tecnologia impusiona ainda mais seu modelo de negócios. O CD é menor, tem um visual mais moderno e pula menos do que o vinil. Quase que de um dia para o outro, os vinis somem das lojas, viram itens de colecionados.

O tempo passa, você desembarca num tempo em que músicas que não caberiam em quilos de CDs passeiam em dispositivos mínimos. As bandas não precisam mais de você nem das rádios para fazer sucesso. Elas mesmas se auto-lançam pela internet. Todas estão no MySpace, disponibilizando suas músicas, fotos, interagindo. Algumas explodem rapidamente e se tornam mainstream espontaneamente. Suas vendas desmoronam em bilhões de dólares. O que você faria?

Depois de espernear, tentar segurar sua reserva de mercado como deu, Universal Music, Sony BMG e Warner Music se rendem numa joint venture com o MySpace. A estratégia claramente atinge a Apple, hoje dominando a distribuição de download de MP3 na Web. Para gente aqui na Terra Brasilis sem lei, a iniciativa das gravadoras não tem muito sentido, já que rola muita música boa de graça no MySpace e aparentemente não há sentido em pagar por música que você encontra sem pagar nada por aí. Eu fico ansioso para ver as estratégias para vender downloads de seus artistas na maior rede social norte-americana.

Tudo ao mesmo tempo. Quando?

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“Convergência é a palavra-chave”, repetem alguns como mantra. Os celulares são constantente apontados como o dispositivo central de nossas vidas no futuro (futuro?). Entre as utilidades estão ouvir música,se guiar por GPS, pagar compras via código de barra, abrir o portão de sua garagem e um monte de outras funções, inclusive telefonar. Em 1998 Jakob Nielsen arriscava sobre o fim das “mídias tradicionais” indepentes, embora os profissionais continuassem a ser indispensáveis, apenas com novas atribuições.

A profecia foi certa em grande parte, cada vez mais se fala em integração de dispositivos. Entretanto, ele ficou longe em outros aspectos como a morte das “mídias tradicionais”. Talvez o erro seja de prazo, já que se as empresas que não se compreenderem como de mídia integrada terão fim anunciado para… Deixa pra lá, quem sou eu pra bancar o profeta?
Se os suportes tiveram uma mudança parcial, porém real, como fica a nossa presença online? Esquizofrenia total. Há alguns dias falei sobre algumas ferramentinhas que agregam nossa presença na Web. Tem ainda o FriendFeed, fora as ferramentas que a cada dia aparecem e são tidas como “muito melhores”. Nem agregar em paz a gente consegue.

O Aviary, por outro lado, tira o foco de você e suas redes e promete ser um verdadeiro shopping aberto de ferramentas online, que vão desde um editor de imagens a um modelador 3D. Você não precisaria sair dele para quase nada quando quisesse produzir conteúdo. Sei não, mas ainda acho pouco.

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Esse texto do New York Times (em inglês) me faz lembrar meu primeiro contato com o Orkut, em 2004. Minha incompetência como profeta já se manifestava: “Com a galera acostumada aos chats e com o MSN, um ambiente onde os contatos são atemporais, a fundo perdido, não vai funcionar”. Errei profundamente. Os gênios do Vale do Silício se concentram agora em dar s redes sociais o dinamismo do contato direto. Imagine o Facebook com todos os seus aplicativos, o Orkut e MySpace com o OpenSocial, uma infinidade de possibilidades ao mesmo tempo em que toda aquela galera conversa e esquenta threads ao vivo por texto, áudio ou audiovisual.

O Vivati, por exemplo, é um ambiente online estilo Second Life, onde você não precisa baixar um arquivo pesado como Second Life, você pode trazer seus amigos do Facebook para compartilhar fotos e vídeos e ainda interagir em tempo real com instant messengers. A tendência - lá vou eu de novo - é que as grandes redes sociais agreguem todas essas “atrações”, se transformando de fato em sistemas operacionais para uma verdadeira multidão. Afinal, se houver mesmo tanta integração, para que sair de lá?

Brasil paga mais um mico: Internet censurada nas eleições

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Depois de virar piada internacional com o bloqueio do YouTube por causa das cenas de paixão de Daniela Cicarelli e seu namorado numa praia espanhola, agora tramita no TSE uma parecer que pode proibir a utilização das redes sociais nas eleições deste ano. Entre os pontos polêmicos está a punição de um candidato caso exista algum blog falando dele, mesmo que o responsável não seja ele ou seu comitê. De cara já podemos imaginar entre outras aberrações, que um candidato possa fazer algo em prol de outro apenas para prejudica-lo.

Talvez até na boa vontade de criar parâmetros, o TSE, certamente por ignorância em relação dinâmica da Internet, ameaça o direito básico de livre expressão. Eu posso muito bem falar com quem eu quiser sobre o candidato que apóio, ou colocar um adesivo dele no meu carro. Da mesma forma posso falar dele no meu blog, no meu perfil do Orkut ou postar um vídeo no YouTube declarando meu apoio. Claro que a Internet não deve ser um ambiente isento lei, mas não pode deixar de ter sua característica mais básica, que é a de unir as pessoas.

Para não ficar apenas no exemplo das eleições americanas, nas eleições francesas, espanholas e argentinas as redes sociais tiveram grande força. Claro que muito disso motivado pelos comitês. E daí? Se num processo democrático as pessoas não tiverem a opção de declarar seu voto num ambiente onde passam a maior parte do seu dia - online -, certamente o caráter democrático desse processo deverá então ser questionado.

Aqui e aqui tem mais informações.

Empresas de TV não. De mídia.

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Logo depois de ver o excelente post ESPN “Nós não somos uma empresa de Televisão”, do Brainstorm 9, li esse post do AdAge em que a MTV se posiciona como empresa multi-plataforma. O que vale é o conceito, levar anunciantes a um target qualificado e bem definido. O suporte varia de acordo com os objetivos.

Construa o Last.fm

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Há alguns anos, alguém me falou do Last.fm. Fiz o cadastro, baixei o devido programinha, mas sei lá por qual razão na época não curti muito. Tentei mais uma vez ou duas, desinstalei e deixei pra lá. Há duas semanas uma amiga me convidou e, também não sei por qual razão, desa vez decidi não ignorar e refiz o processo. Não sei o que, além de ser em português, me fez ter uma “user experience” 100% diferente. Estou ouvindo o tempo inteiro, me deleitando em poder encontrar coisas díspares como Clementina de Jesus, The Berg Sans Nipple e as bandas dos amigos.

Com certeza movidos pelo mesmo prazer que, com atraso, eu agora sinto, a comunidade vai aperfeiçoando e muito o Last. fm. O Build Last.fm é um exemplo muito legal de força das comunidades virtuais. O importante a ser reforçado é a questão da user experience. Não dá para as empresas simplesmente quererem abrir suas redes sociais e contar com o trabalho alheio sem pagar nada. Faz tempo que alguém avisou que “não existe almoço de graça”. Quem toma uma decisão, sabe o que o impulsiona a tomar aquela decisão. Aí é que entra a diferença entre uma marca bem posicionada com seu target.

Via CBS Labs.

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