IPTV no Brasil

IPTV é quando você recebe o sinal de televisão via protocolo de IP, ou seja, pela internet. Em alguns paíse, como a França, tem crescido bastante. Ela tem algumas características específicas que vão de encontro a uma nicho cada vez maior. Antes de tudo, ele tem meios de interatividade estabelecidos, como o teclado, mouse e outros dispositivos. Em segundo lugar, talvez se adapte mais diretamente a uma forma de assistir TV diferente da tradicional, uma situação mais direta entre o espectador e a transmissão, não o velho de esquema de papai, mamãe, filhinha, vovô, cachorro, gato e galinha vendo TV juntos.

Embora não seja longa, essa matéria da Gazeta Mercantil dá um bom panorama das expectativas sobre a IPTV no Brasil. Entre os pontos negativos está a nossa base de banda larga, que certamente evolui de forma mais lenta do que em países mais desenvolvidos. Nossa ultra-tributada banda larga chega a custar quase 400 vezes mais do que no Japão ou Estados Unidos. Claro que esse absurdo gera um freio no nível de acessos domiciliares, deixando cada vez mais a inclusão dgital nas mãos das incontáveis lan-houses existentes em todo Brasil.

A, quem não conferiu os vencedores do Webby Awards, entra aqui.

Como a gente vai assistir vídeos daqui a cinco anos?

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O barulho sobre a TV Digital praticamente acabou. Vamos ver se o cotidiano traz novidades mais interessantes do que a atual briga entre responsáveis por hardwares e softwares pela culpa de nada do que foi anunciado estar pronto de verdade. IPTV ainda é visto por alguns como um futuro distante, embora as operadoras, grandes perdedoras no processo nacional de TV Digital, estejam se mobilizando em projetos pilotos, driblando sem problema a falta de uma legsilação que permita a transmissão de programação broadcasting via Web. Num país onde as leis são penduricalhos sem efeito, essa é uma limitação que pode ser burlada sem problemas desde o conteúdo seja disponibilizado sob demanda.

Americanos amam fazer pesquisas, e uma delas aponta para o grande potencial da IPTV lá pela gringolândia. O que me surpreendeu no link da Info é de que 28% dos usuários brasileiros com banda larga dispõem de uma conexão de mais de 1 Mbps, ou seja, já há uma demanda potencial para vídeos de alta qualidade. O resultado da pesquisa está em consonância com as expectativas do mercado, afinal o chefão da CBS Quincy Smith já afirmou que pode cobrar taxas maiores por audiência dos anunciantes em vídeos pela Web do que na TV, decisão que abre a boas discussões, afinal a expectativa é de que os anunciantes gastarão em 2008 US$ 1,35 bilhões de dólares em vídeos pela nos Estados Unidos, o que equivale a 1,6% do que investirão na TV. O contraponto é a capacidade de envolvimento muito maior da audiência de vídeos via web.

E se você ainda não se cansou de ler sobre os efeitos das redes sociais na dinâmica da Web e em grandes fatos como as eleições americanas, leia esse texto da Folha.

A gente não quer só TV

Os europeus já passam mais tempo na Internet do que na TV. Essa é a primeira vez que a televisão é preterida desde 2003, quando a pesquisa começou a ser realizada. 96% dos entrevistados reduziram o tempo dedicado outra mídia para dedicar Internet. A TV foi a que mais sofreu, com uma perda de 40%, assim como 28% dos pesquisados lêem menos jornais impressos.

As mudanças são inquestionáveis.

No Brasil, enquanto a IPTV opera em fase piloto, o grande assunto do mês foi TV Digital, um projeto que em vez de ser um instrumento de inclusão social, como foi anunciado, prioriza a manutenção do império das grandes redes de TV. Um dos grandes trunfos da TV Digital, a festejada portabilidade, têm modelo ignorado até pelas empresas de telecomunicações.

O fato é que, já que não há sinalização de que alguém vai investir em algum outro canal de retorno, os celulares seriam a o canal para a também muito anunciada interatividade. Isso pode até acontecer algum dia, mas, se acontecer, vai demorar.

IPTV X TV Digital

A guerra das TVs pela Internet vai ferver em 2008. Já se falou aqui sobre iniciativas como a da Brasil Telecom. A Oi, que já tinha anunciado o início das suas transmissões para o primeiro trimestre do ano que vem, resolveu colocar todo mundo para correr antecipando seu projeto para estar no ar nas próximas semanas.

A imagem acima, embora seja do Tivo, ilustra bem um novo consumidor que em breve se verá ainda mais cheio de opções de conteúdo. Claro que muita gente, como o meu pai, autor da célebre frase que “TV a cabo é o caminho mais longo para se chegar a Globo”, irá dizer: “Pra que mais conteúdo?”.

Talvez pro meu pai não tenha nenhum sentido mesmo. Prum cara beirando os 40 como eu, que nem sequer liga a TV a cabo, mas passa horas na Web e vive do conteúdo que gera, é uma excelente notícia. Já pra minha sobrinha de cinco anos que ainda não sabe ler e, mesmo assim, já navega pela Web com boa desenvoltura nos sites que a interessam, como o da Barbie, será uma adaptação natural para um jeito diferente de consumir informação.

A questão é que ninguém precisa esperar minha sobrinha crescer pra começar a maturar uma mídia nova. Sair na frente é fundamental. Leia essa matéria do Globo Online e perceba como, até mesmo pela forma obscura como a TV Digital vem sendo tratada, onde se fala muito de qualidade de imagem e quase nada concreto sobre interação e inclusão, não vai ser de se surpreender se, mesmo sem regulamentação, a IPTV cair no gosto popular.

Da mesma forma que ninguém sabe ao certo os preços dos set-top-box da TV Digital (você compraria um só pra melhorar a imagem?), o Brasil tem uma banda larga cara e ultra-tributada, o que com certeza dificulta a ampliação da rede. Tudo bem, mas as coisas estão mudando, até porque muita gente vai ganhar dinheiro com essas mudanças. Aqui no Ceará espera-se até o ano que vem uma rede Wimax com acesso irrestrito a todos os cidadãos até o final do ano que vem.

Muita novidade vem por aí.

Ô briga boa…

Enquanto nas podres esferas políticas a regulamentação continua emperrada pelo velho “quem dá mais” dos lobistas, as Telecoms preferiram de vez embarcar pela clandestinidade camuflada e ocupar espaço antes que fiquem de vez fora do mercado. A IPTV vai entrar no Brasil na marra, a lei que corra atrás depois. Charles de Gaulle deve estar se divertindo com mais um traço caricato do nosso país.

Seja como for, agora foi a vez da Oi anunciar que em dezembro começa seus testes na zona sul carioca e na Barra. No primeiro momento, eles vão buscar áreas mais elitizadas pela maior oferta de banda, afinal é nestas áreas onde a empresa está investindo numa rede de fibra ótica com 8 megas de banda. O conteúdo não estará em teste, e sim os sistemas de transmissão e navegação. A meta é faer o lançamento comercial ainda no primeiro trimestre do ano que vem.

O “compra-tudo” Google está mais do que atento s novas possibilidades, anunciando por enquanto que uma ferramenta de busca seria de grande utilidade também em IPTV. Será que pára por aí mesmo o interesse? Fora toda empolgação, é importante lembrar que apenas 2% dos brasileiros têm mais de 1 mega de banda, infra-estrutura ainda longe de permitir um funcionamento popular da IPTV.

Otimista, prefiro acreditar que começaremos a ter uma oferta de bandas maiores por menores preços. Tudo por conta do mercado (ok, as grandes continuam no poder,mas pelo menos terão que brigar pelo consumidor) não por decretos ou leis criadas pra demarcar antigos territórios.

Mais um viva ao mercado

O movimento da Brasil Telecom em anunciar a operação de uma IPTV (Videon) em Brasília foi suficiente para tudo o que estava acontecendo internamente de repente ganhar o mundo. Já se sabia algum tempo do projeto-piloto da própria Brasil Telecom. A diferença é que agora começa um start pra um processo concreto que deverá vir antes, e portanto sempre disfarçado sem uma programação fixa, da própria regulamentação.

Outra sinalização importante foi a tão divulgada IPTV experimental da USP. Telecons e empresas geradoras de conteúdo, é claro, estão em polvorosa pra ocupar esse nicho de mercado, fixar marca e gerar receita, já que outros veículos tradicionais de comunicação caem em credibilidade, audiência e faturamento a cada pesquisa.

A Telefonica já está na batalha em transformar 13% de sua base que têm uma conexão de 1Mbps (ou mais) em 90% até o fim desse ano! A meta é ousada. Não dá pra acreditar que eles pretendam atingir essa meta sem um grande incentivo para seus clientes.

O objetivo maior é permitir que essa base de clientes, ao consumir mais banda, tenha acesso aos serviços de IPTV, e também um passo para alcançar a concorrência de serviços de banda larga como o da Net, que tem conexões de no mínimo 2Mbps.

Interatividade e o boom dos vídeos

1) Campanha bem legal criando uma interativade interessante como Felipe Massa. Além do vídeo acima, tem outro e os detalhes da campanha no Sim,Viral.

2) Mais do que falada esses dias a estréia da IPTV em Brasília. A galera vai receber seus set top box em casa, tudo certinho. Como não tem regulamentação para IPTV no Brasil, o Videon (nome de batismo) ficará disfarçado de apêndice de TV. Vale ler a matéria da IT Web.

3) A Microsoft vai anunciar mais uma investida em TV via web. Como não tenho XBOX, meu Windows não é Vista, é pirata e eu não estou na Gringolândia, não terei a menor chance de ser user-test. Eles ainda não conseguiram dar a reviravolta que tanto desejam em TV online. Nem sequer o Silverlight conseguiu grande repercussão na briga com o Flash.

Novas formas de educar

Impressionante como tudo no mundo parece mudar, menos a Educação. O modelo da foto acima deve ter sido aplicado a você, ao seu pai, seu avô, seu bisavô e possivelmente a seu filho e ao seu neto. Por mais que a maioria das escolas já disponham de computadores, os professores não conhecem nem foram orientados para utilizar as potencialidades pedagógicas da Web. O mais triste é que isso acontece ao mesmo tempo em que os alunos, cada vez mais jovens, participam de plataformas colaborativas, jogam games de alto grau de complexidade, manifestam sua opiniões em blogs ou redes sociais, escolhem amúsica que querem ouvir.

Não foi toa que estudantes da PUC-RJ inverteram o processo criando um sistema de notas para avaliar os professores.

Claro que há professores atentos a essas mudanças, buscando trazer a educação para a realidade dos alunos. Games, por exemplo, têm grande potencial educativo. Blogs pedagógicos começam a se tornar tão comuns que já há concurso e até comunidade no Orkut sobre o tema.

As possibilidades são muitas. A USP, por exemplo, que está no ar com uma IPTV, agora criou uma incubadora de projetos de Web 2.0 no Second Life. O MIT disponibilza gratuitamente mais de 1.700 curso em diferentes áreas do conhecimento, muitos deles em português. Uma chance de estar sempre conferindo soluções educacionais, das mais simples s mais elaboradas, é o Teacher Tube.

Razões pra escola ser chata não existem mais. Códigos comuns entre professores e alunos podem ser estabelecidos, desde que as escolas acordem para as mudanças do mundo.

IPTV sem fio agora

Que maravilha é o tão mal falado mercado. Que todas as operadoras de telefonia já mantêm seus projetos pilotos de IPTV, isso todo mundo sabe. Faltava alguém sair na frente.

A Brasil Telecom resolveu sair na frente. Além do quad-play, que já virou pacote básico, com linha fixa, móvel, TV por assinatura e Web, eles querem oferecer ainda este semestre serviços de Wimax (internet sem fio em qualquer lugar) corporativos.

Por questões de regulamentação, ainda não podem oferecer transmissão broadcasting via IPTV, o que fará com que, no começo, eles disponibilizem vídeos on-demmand. Agora não demora muito a todo mundo começar a falar do assunto.

Não tem mais volta

O que faria um cara com a moral de Kevin Costner investir numa série exclusiva para Web? O ex-galã, de grandes sucessos como Dança com Lobos e grandes fracassos como Water World, aos 52 anos, está produzindo uma série de animação para a internet sobre um grupo de exploradores do século XIX que percorrem o mundo. “The Explorer´s Club” terá 12 capítulos de quatro minutos.

Pulemos pra outra realidade. Mais possibilidades.

Seguindo outros exemplos legais de cinema-crowdsourcing citados aqui no blog, dois sorocabanos estão jogando na web. Eles criaram o Você Filmes, onde você vai assistir a primeira parte do filme gravada por eles, entra num debate sugerindo como deveria ser a continuação, e assim o filme vai tomando corpo.

O fato é que, mesmo no Brasil com nossos problemas de banda, os vídeos são mais do que realidade. Fica difícil acreditar que com um upgrade de banda a IPTV não se torne realidade em poucos anos. De olho nesse mercado a Sun já laçou uma plataforma para serviços de vídeos streaming e IPTV.

Ainda pequeno perto da TV, os serviços de envio de vídeo digital pela infra-estrutura da internet, o chamado IPTV, movimentaram US$ 423,9 milhões só no primeiro trimestre de 2007, segundo revelou estudo divulgado pela empresa de pesquisas Infonetics Research. O estudo também indica que a receita de serviços de IPTV ´pura´, ou seja, de programação que é entregue direto em um decodificador do usuário, cresceu 15% no primeiro trimestre de 2007 e atualmente atende a 7,3 milhões de assinantes em todo o mundo.

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