Compre sua máscara

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E aí, a quantas anda seu mode paranóia? Vejo pouca TV, acho que isso que me segura. Mesmo assim pela manhã vi o presidente mexicano sugerindo que ninguém saia de casa. Só me lembro de algo do gênero naquelas séries japonesas tipo Spectreman, quando nego derrubava a cidade inteira a cada episódio. Mesmo assim acabei de almoçar um primo do moço acima assado. Uma delícia.

O fato é que é uma excelente hora para vender máscaras. Alguém tem que estar feliz. Mas como se diferenciar dos demais produtores numa estratégia online? Qual o investimento para isso? A grande dica é começar pensando no lado contrário. Que tal imaginar o que as pessoas estão perguntado. Use as palavras certas, o conteúdo exato e, sem rodeios, chegue lá. Veja esta campanha, um belo exemplo da eficiência do simples.

Storytelling visual

A gente vive cada vez mais um frenesi neurotizante por mais informação. Talvez até por isso cada vez mais se fala em stroytelling pra tudo, como uma forma de nos envolver emocionalmente, nos tirar das ilhas de ansiedade e pouca retenção de conteúdo que vivemos. Essas histórias, não entanto, não são apenas verbais. Elas começam na forma como a informação se organiza. Vale ler este artigo da Advertising Age, com diversos exemplos, como o vídeo do Radiohead, acima, produzido sem câmeras nem luzes, transformando dados em arte.

Viralzinho do fim de semana

Pra quem ainda acha que basta jogar um vídeo na web que ele será viral, vale a pena ver este vídeo em que o jovem Micha Albacow faz o pessoal numa rua de Copenhague participar de uma orquestra feita apenas com TicTac. A ação conta ainda com um site que mostra as peripécias do adolescente do Uzbequistão. Pra dar uma olhada na ficha da campanha, vá ao ViralBlog.

Leônidas Fontes

Hoje nem é sexta.

Mais uma vez: how bizarre. Imagine a cara do Andrew Keen assistindo uma coisa dessas.

Via MyPix.

Obama convida americanos a participarem da transição

Volta e meia ainda ouço alguém dizer: “faz um viral aí”. A sensação é de deja vu total, a impressão que dá é “este pessoal ainda está nessa?”. Sei não, acho que em vez de mostrar grandes cases, talvez a palavra de ordem seja desglamourizar. Alguém tem que tirar da web esse estigma meio místico, como se estivéssemos tratando de um ambiente onde tudo de prolifera muito fácil a custos baixíssimos. A coisa não é assim.

Antes de tudo é preciso entender que não se trata de um suporte pior ou melhor que os outros. É sim um suporte com peculiaridades muito específicas, que também funcionam com uma mecânica diferente dos outros suportes. Este lenga-lenga todo é pela minha alegria de constatar que, passada a onda inicial da euforia, toda a febre que foi vista nos mais diversos conteúdos e rede sociais, Barack Obama continua dando o mesmo valor à Web depois de ser eleito. Nada pode ser mais viral, gerar mais buzz, do que manter as portas abertas e não mudar de comportamento após a campanha.

Uma estratégia eficiente na Web não depende apenas de uma decisão de marketing. Ela requer uma decisão que possa ter desdobramentos conjunturais, precisa estar na cultura da equipe, senão não funciona. O site change.gov chama os americanos a participarem do processo de transição. Tudo confirmando a transparência e o espírito de mudança que caracterizaram a campanha do presidente eleito. Vamos ver quais os próximos passos. E que eles sirvam para que nossos políticos entendam a Web como algo muito além de um panfleto de campanha.

Festival do Viral

Não é à toa que muita gente por aí ainda pense que qualquer vídeo engraçadinho é um viral. Minha impressão é que tem mais mistério nesta cumbuca. Será que estes vídeos vão viralizar mesmo? Pra quem quiser ver mais vídeos que farão parte do Festival, clique aqui.

Update: Reproduzo aqui comentário do amigo Silvio César, com quem concordo plenamente: Não sei não. Esse vídeo, por exemplo, tá com cara de comercial dos anos 90 que era feito somente para ganhar festival…viral, viral mesmo acho que é a coisa mais difícil de ser feita. Se fosse fácil, tava cheio de neguin ganhando os tubos inventando videozinho para seus clientes. Não sei se você concorda com isso, mas quem decide, mesmo, o que é ou não viral, são os viewers, e essa decisão ninguém tasca. É claro que existem empresas especializadas em virais, como a Viral Factory, mas não vejo isso como a certeza de que se achou a fórmula mágica da viralrização. Dê aí a sua opnião, please, pra aumentar o discurso.

Bate nele Rubinho!

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Rubinho Barrichello tem, ao se despedir da Fórmula 1, enfim a chance de virar herói nacional. Pra isso ele não precisa ganhar a corrida em Interlagos, o que seria pedir demais. Sua missão é mais épica. Como o jogador Anselmo do Flamengo, que em 1981 entrou em campo apenas para dar um nocaute em Mario Soto, do Cobreloa, ele será endeusado se tirar Lewis Hamilton da corrida. Nada pode ser mais patriótico. Pelo menos é o que garante a campanha que está rolando por email:

Dia 2/11 teremos a última etapa do mundial de Fórmula 1, o GP Brasil. E o
maldito Hamilton já está com 7 pontos de vantagem sobre o Massa. Ou seja,
basta um quinto lugar minguado pras esperanças brazucas irem pro espaço.

Mas e o Rubinho? Sem chances na competição e ja que vai largar a Fórmula 1 ano que vem,
Rubinho pode ser nossa grande arma secreta no domingo.

Como? Mole. Basta dar uma porrada bem dada, daquelas que o Hamilton não vai saber
nem de onde veio, para tirar o líder da prova e se tornar herói nacional.
Juro que o povo brasileiro vai esquecer que vc entregava as vitorias para o
Shumi, que sempre foi um capacho da Ferrari, etc…

Pô, faz isso por nós, brasileiros que nunca desistimos e acompanhamos até o
limite da loucura suas derrapagens e afins.

Talvez seja essa a hora de entrar de vez no coração de todos os que
acompanham a F1 aqui no Brasil.

Pode ser?

E você? Apóia a nossa campanha?

Repasse ate que alguem envie para o Rubinho… 

Poeta do Orkut

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Falar hoje em dia em “conteúdo” é tão vazio quanto em “ética”, “cidadania”, “interatividade” e outros termos que, de tão repetidos em qualquer situação, pouco acrescentam a qualquer frase. O Raphael, do excelente Rapaduracast, compartilhou via Reader este link sensacional.

O nobre Axel disse tudo. Conteúdo é isso, é dar o recado que ser deve ser dado.

A lei do “nada pode, tudo se faz”

 

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Cada vez vai ficando mais fácil acompanhar as eleições, com o surgimento de novos canais, da grande mídia ou independentes, como este de Fortaleza. Li no G1 que candidatos do Rio estão com site no ar.

Eduardo Paes, pelo que vi, é o único dentro da lei que limita a comunicação via web apenas para o site, tornando irregular a utilização de qualquer outra plataforma para comunicação oficial - o que transforma Youtube, Flickr, Orkut, tudo mais no paraíso do conteúdo extra-oficial, mais uma vez fortalecendo no Brasil que é legal ser fora da Lei porque a Justiça não entende o que se passa no mundo. O que fazer, de fato, ninguém sabe. Voltando ao site, além dele não estar com nada de redes sociais, tem o domínio todo certinho com o que rege as leis eleitorais.

Solange Amaral deve ter um advogado bem peitudo. O site da pupila de César Maia segue os mesmos princípios do prefeito guerrilheiro, abusando das mais diversas redes sociais. Até Ning está rolando. Será que vão tirar do ar, vai rolar uma multa, ou melhor, vai abrir uma jurisprudência que permitirá que a Web seja utilizada com as características da Web, e não à (equivocada) imagem e semelhança de outros meios como TV e rádio? Voto na última hipótese. Eu, o presidente do TSE Carlos Ayres Veloso e um monte de gente.

Os outros sites de candidato do Rio que estão no ar são os do Gabeira e do Chico Alencar, ambos bem simples e sem esse papo de .can.br. Dei uma busca rápida por outros estados, pouco encontrando. Em Salvador ACM Neto é o único com site no ar, aliás, o mesmo de sua gestão como deputado federal, retirado de ar sob multa na semana passada por estar sendo utilizado para campanha eleitoral.

Aliás, engraçado também é o discurso de que site pode, blog não pode. Patético. Por exemplo: tem candidato com blog dentro do site. O blog neste caso é mais uma página interna como qualquer outra. Está dentro da página oficial, mas por ter o formato de blog deveria ser proibido? Brincadeira… O lamentável é que, enquanto o que é assumido é proibido, em qualquer município, rodam por aí os mais diversos conteúdos “apócrifos” e ninguém terá como monitorar. E aí, a lei vai mesmo só punir os que fazem tudo às claras, que assumem o conteúdo que postam? Ou será que a função da Justiça é empurrar o direito de livre expressão para a confortável ilegalidade?

Não pode ser bom

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Não servi no Brasil, não teria vontade de servir em nenhum lugar.  Depois de dar uma olhada neste site da força aérea holandesa, achei o site tão bem feito, tão cheio de conteúdo, que com um convite tão bonito o negócio deve ser ruim mesmo. Se eu fosse um holandês em época de alistamento - nem sei se é obrigatório por lá -, ficaria me divertindo no site mesmo.

Via Ginga Blah.

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