Viva o simples
O grande objeto do desejo quando este jornalista palpiteiro se mete a criar é atingir o simples. Pensando nisso, seleciono três diferentes ações (ou formas de expressão pura e simples):
1) Aproveitar o forte inverno inglês para estender papelões com a inscrição “Amando a neve? Tente dormir nela. Ajude a tirar os sem-teto do frio” são absolutamente simples e eficazes, 100% dentro do conceito da www.crisis.org . Claro que o número de pessoas impactadas diretamente é baixo, mas o número de pessoas que, como eu, gosta e repoduz, é enorme. Basta saber que eu sou uma das 2.818 pessoas que receberam a campanha por email do excelente Lá Fora, fora os 3.612 assinantes de feeds e sei lá quanta audiência direta que eles têm. Isso pra falar apenas de um blog que repercutiu a campanha.
2) Outro conteúdo simples, de produção barata, com grande poder viral, “Copacabana é Perigoso” é uma mostra muito legal das ótimas tiras de humor negro do Capinaremos. Como o tema é mais do que polêmico, sugiro atenção na linguagem visual. Pra não ferir suscetibilidades.
3) O figuraça Madsen Felipe, “web guy” - como ele mesmo se define - aqui da 101° Macaco (nem vou dar o link do site feito por outrem, vamos esperar a reformulação que ele vai tocar
), amanheceu hoje sabendo que o Fenotipo Labs, blog coletivo que ele participa, foi citado numa lista de “blogs que pensam” pelo blog da Srta. Amy . Nem quero entrar em detalhes sobre memes.
O que me interessa é um resgate mais pueril. A grande graça e riqueza dos blogs é a possibilidade de múltiplos conteúdos a custo zero - ou quase zero. Que isso significa muito lixo, é óbvio. Por outro lado, pela própria “seleção natural”, conteúdos maravilhosos surgem e se destacam o tempo todo nos mais diversos nichos. Digo isso porque há uma impressão às vezes que a tal blogosfera está reduzida a uns dez nomes que palestram em todo lugar ou blogs com audiência de broadcasters - e cada vez mais se comportando como tal, afinal tiram daí seu ganha-pão.
Isso tudo é louvável, mas é uma das vertentes entre as tantas possíveis. A diversidade e a possibilidade de encontros livres em rede ainda são o que tem de mais legal na blogosfera. Quando a Srta. Amy segue o exemplo do blog Gloss, dando continuidade a uma seqüência de tantos outros blogs, todos sem pretensão de serem pro-bloggers, utilizando sem disfarce e indicando apenas blogs com o bom e velho blogspot, lembram a gente que embaixo de todo frenesi que se faz da elite da blogosfera, há muita, muita gente, nos mais diversos públicos, que continua simplesmente se expressando, se lendo, se comunicando.



