Código Tarantino

Quando a gente fala em geração de conteúdo, muita gente balança a cabeça positivamente com cara de assustado como se estivéssemos falando sobre algo muito novo. Que nada. Todo conteúdo, seja uma matéria de jornal, um quadro, uma música, sempre teve algum endereço certo, das obras dedicadas mulher amada, a uma causa política, uma bandeira estética, ou um longa-metragem produzido com interesses assumidamente comerciais.
Por exemplo: esse fantástico curta com Selton Melo e o onipresente Seu Jorge (via blog do Cris Dias) não faz o menor sentido para quem não gosta de Quentin Tarantino. Se você não viu os filmes do cara nem perca tempo, agora, se você curtiu o que viu dele até hoje, não hesite: dedique 15 minutos da sua vida a um roteiro muito bem sacado, com um diálogo que é a melhor homenagem que o cara poderia receber.
A mesma referência de grupo específico de conteúdo gerado é o Pulp Fiction em tipografia, indicado pela Baunilha do Sedentário & Hiperativo no mês passado. É natural que pessoas que gostem do Quentin Tarantino, assim como eu, reproduzam a minha atitude de republicar o conteúdo voluntariamente, ou enviem os links dos vídeos para os amigos com que têm afinidade, criando uma corrente espontânea e nada intrusiva.
A aplicação da geração de conteúdo em marketing é exatamente a mesma. Seu produto tem (ou deveria ter) identidade, um público-alvo segmentado, com canais próprios e interesses afins, muito mais fáceis de serem sensibilizados quando você encotra a forma ideal de passar a sua mensagem. O que normalmente sai muito mais barato e eficiente do que a mídia tradicional.
É bem simples o conceito.


Grande HJ, a autorização que vc acabou de me pedir lá no meu blog (o que me deixou um tiquinho irritado pois não utilizamos de tais firulas entre nosotros e um tantão alegre pois tú é um escritor da melhor estirpe) foi para propagar um produto que vc, que é parte do público alvo, viu e gostou, e quer que mais gente que vc gosta e admira experimente semelhante sensação. Se isso vai dar em alguma coisa foda-se. O importante neste caso não é a simples intenção. Mas sim a ação de conclamar os mortais, e quem sabe até algum imortal, a sorver conteúdo selecionado. E esperar deles que lhe indique coisas que eles gostaram e aprovaram e queiram que pessoas que eles admiram e gostam, experimentem semelhantes sensações. Isso é o tal mkt aliado geração de conteúdo?
entaõ propaguemos pois!
abs
daniel
cabideladigital.blogspot.com
Hélcio, seu mangolê de araque!
É verdade: a tecnologia não inventa porra nenhuma. Ela só arruma jeito novos de fazer o que a alma humana inventou desde tempos imemoriais. Seja no Second Life ou em torno de fogueiras pré-históricas estamos todos contando histórias. E estórias, tás a ver?
Esse post tá parecendo ORKUT!
Vou tomar a frente do Hélcio, que é de fato o autor do post, para dizer algo aos dois aí de cima: é muito bacana ter vocês por aqui.
E mais bacana ainda é contar com vocês na Blogosfera.
O Master Daniel como um grande chef, “que sabe transformar sangue em algo mais que agradável ao paladar”, em sua “cabideladigital” e o Sr. Wilson como um grande curador, selecionando o que de melhor se pode apreciar, para os “marketing lovers”.
Bem vindos,
Sérgio GC