The Guardian pode sumir das bancas em breve
A preocupação sobre o futuro do jornalismo, mantra exaustivamente repetido dentro de todas as empresas jornalísticas, ganha mais força após o anúncio de que o tradicional The Guardian pode em pouco tempo abandonar o impresso. Nesse caso foi o próprio diretor de projetos editoriais Neil Mcintosh quem declarou que “mais cedo ou mais tarde eles terão que decidir o que fazer com a versão impressa”.
O texto do sempre brilhante Carlos Castilho reafirma que a tendência da dita simbiose entre plataformas offline e online pode estar nos impressos se dedicarem ao jornalismo analítico e investigativo, deixando de lado a cultura do furo, que, de fato, não faz mais o menor sentido, já que o impresso virou o “marido” das mídias: sempre o último a saber.
Este post do Tiago Dória confirma a crença que, com um posicionamento que não “brigue” com o online, os impressos terão sobrevida garantida.
Vale também ressaltar o posicionamento do Washington Post, definindo a “educação” como sua maior missão corporativa. Sobre tanta mudança de modelo de negócios, Castilho alerta para a possibilidade de uma espécie de “bolha do impresso”, já que ao mudar seu enfoque, os jornais passariam a disputar o mesmo nicho das revistas semanais.



The Guardian fechando as portas é um sinal de alerta. Estou inquieta, pois as faculdades de jornalismo ainda não olharam a web como uma grande oportunidade de renovação da área.
p.s. muito bacana seu blog.