A gente não muda o canal porque não quer

Sempre achei muito chatas as teorias de Indústria Cultural que colocam todos nós em um mesmo corpo amorfo de alienados pela mídia. Ainda bem que de uns tempos para cá já há pensadores seguindo caminhos diferentes, até mesmo por causa das tais novas tecnologias de comunicação.
Ontem eu estava lendo uma notícia festiva sobre o Joost, me lembrei que eu era um empolgado desde o Venice Project, recebi o convite do Joost com certa antecedência, adorei ver aquela tela cheia se abrindo com um ótima imagem e me enchi com as travadas. Pronto. Voltei uma vez no máximo ou duas, li umas matérias negativas e pouco tenho ouvido sobre ele, fora as newsletters que recebo.
Assim como, ao ler a matéria acima sobre o Joost, tive vontade de assistir série policial gravada em Burkina Faso, deixo de assistir muita coisa boa simplesmente porque não navego, ou porque recorro ao YouTube sem nem mesmo fuçar outros players. Aí olho pro meu desktop e vejo o ícone do Miro acesão lá. Abro, tem um monte de vídeo da Wired, Cnet, tudo que me interessa bem perto e eu necas, estava há meses esquecido.
Não sei se é porque sou nativo da TV, membro benemérito da massa amorfa que reneguei no começo do post, só sei que a quantidade de informação gigantesca e sindicalizável não evitam que, mesmo com umas fugidinhas aqui e ali, eu continue quase o tempo todo no mesmo canal (hoje o YouTube).
Pode ser porque não tenho tempo para me arriscar em outros ambientes, ou porque tenha medo de enlouquecer de vez com tanta informação. Sei que vejo por aí o que acontece de novo, visito as opções que surgem, mas não freqüento, sempre volto ao mesmo lugar. Ando precisando mudar um pouco o canal.

