Jornalismo de outro jeito

Todo mundo falou sobre a lista dos 9 presentes do jornalista online, com o Kindle e outros gadgets. O kit da Reuters deixa claro que vai longe o tempo em que o jornalista saía da redação com um bloco e uma caneta.
Embora tivesse visto essas duas notícia nos feeds de fontes que gosto muito como o Tiago Dória, ainda não tinha pensado num post até me deparar com a entrevista feita pelo Observatório da Imprensa com Rosental Calmon Alves, pioneiro do jornalismo online no Brasil com o JB Online e professor de Jornalismo Online da faculdade do Texas. O que mais gostei foi esse link sobre como falar/construir/fazer um relato digital. Nora Paul e Cristina Fiebich conseguiram montar uma estrutura muito clara para explicar como a notícia mudou. Vale a lida.
Com certeza vai aumentar o desespero, principalmente da galera do impresso, que irá se descabelar com pensamentos do tipo: “além de escrever, vou ter que fotografar, fazer vídeo, tratar imagem, editar, sacar de flash???”. Nem tanto, o diabo não é tão feio quanto pintam. Em todas as implantações de novas tecnologias, a maior resistência é dos que se sentem ameaçados pelo fim de uma rotina estabelecida. Ainda mais se os “focas” começarem a chegar realizando todas essas tarefas de forma natural, compartilhando tarefas (obrigado Milfont!) como se tivesse sido sempre desse jeito.
Atualizando: esqueci de linkar o colóquio Brasil-Espanha que o Grupo de Jornalismo Online da UFBA está organizando esse mês. Mais uma ótima oportunidade para abrir a cabeça.


Hélcio, eu acredito que chegou ao fim a era do “herói solitário”, se é que existiu algum dia mesmo. Mas o que quero dizer é que o sujeito que trabalha sozinho não tem como hoje fazer tudo dessa nova era digital, os jornalistas vão procurar trabalhar em equipe, até os focas sairão em turmas.
Especialistas em mídia, edição e texto trabalhando juntos em equipe.
As equipes especializadas estão substituindo o profissional herói, o cavaleiro solitário, quem não se unir com outros especialistas vai ficar para trás.Na era do compartilhamento não tem como não ser mutualista.
Então no momento que os “analógicos” entenderem que não precisam conhecer as minúcias de novas tecnologias (nem tão novas assim) e sim, se unirem com especialistas que as entendam, eles abraçarão essa nova forma de trabalhar.