Façam as suas apostas
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Entre os mais fatalistas afirmar que os impressos vão morrer são favas contadas. Segundo eles, as novas gerações não teriam o apego que nós temos materialidade do impresso. Supostamente terão que consumir notícias de outra forma. Pode ser. Eu, por mais que goste de Web, ainda adoro revistas e livros.
O que mais chama a atenção é quando profissionais da área fazem o alerta. O editor do New York Times há muito tempo disse que a publicação deve deixar de ser impressa em poucos anos. O editor de El Clarin, Julio Orione, está com o a mesma papo conviccção (mudança atendendo ao Norton) no Periodismo Ciudadano, inclusive lembrando que há um ano o Washington Post tem receita maior vinda do digital do que do impresso.
O fato é que, como mostra o e-periodistas numa entrevista com Richard Stengel, editor da Time, todo mundo meio que tem uma receita de bolo, mas ninguém sabe como fazer. O resultado é óbvio. Se aqui no Brasil eu já não sinto nenhuma necessidade de ler jornal , embora eu nunca tenha consumido tanta informação, em países do primeiro mundo cada vez mais pesquisas mostram a migração dos impressos - e até da TV - para a Web.
Outro detalhe interessante é: como ficam as redações nesse movimento? É sabido que para muitos jornalistas o momento de transição é marcado por ceticismos românticos não muito sustentáveis. Por aqui a mudança é mais lenta, mas sempre acabamos indo a reboque. Vale abrir esse post do Editor´s Weblog pra ver como está a arquitetura de diferentes redações na integração entre produtores de conteúdos analógico e digital.
Atualizando: matéria de O Globo mostra que audiência cresce, mas modelo de negócios ainda não foi encontrado.


Quando a TV chegou por aqui, falaram que o rádio estava com os dias contados. E até hoje o rádio tem o seu espaço na mídia.
Baixei vários e-books, mas ainda não li nenhum. Até pela facilidade de leitura e a sensação de folhear página a página, o livro impresso ainda está (e creio que por muito tempo) a frente do digital.
helcio, papo?
O que mudará é o suporte. O papel tende a acabar. É caro, é anti-ecológico, suja as ruas. Já existem várias pesquisas em andamento para substituir o papel. É só uma questão de tempo. Essa necessidade tátil é só uma besteira saudosista. Quando surgir os primeiros players de impressos, com qualidade de imagem, e atualizações instantâneas, as pessoas migrarão para esse novo suporte numa boa. Veja a música, por exemplo, deixou de ser aquela coisa que necessitava de um cd com encarte etc para ser algo muito mais próximo e mais portátil. É o que vai acontecer com os jornais. Acho que essa mudança será benéfica para os noticiosos porque vai obrigar esse povo a trabalhar mais. A atualizar seus diários na velocidade das mudanças do mundo. E não essa coisa antiga de esperar até o dia seguinte para ler uma notícia que todo mudo já soube, assim que aconteceu, ontem.
Como escrevi recentemente, enquanto a geração analógica viver, o jornalista analógico tem espaço. É somente uma questão de tempo.
http://www.milfont.org/tech/2007/11/12/o-fim-do-jornalista-analogico/
Muito legal!