Novo desafio, sem abandonar os de sempre

Em 2009 me dediquei à 101 Macaco - se está curioso em entender o nome da agência, veja o vídeo acima. Minha participação lá surgiu de uma forma inesperada. Depois de uma entrevista de TV, tive uma conversa com o Andrey Ohama. No dia seguinte estava lá.

Foi um ano de muito aprendizado. Muito mesmo, sem balela. Tenho incontáveis lembranças legais, destacando, entre os jobs, o Homem Perfeito, trabalho que nos colocou entre as agências grandes da América Latina.

Mas não estou falando apenas de trabalho. Tenho a maior admiração pelo Andrey. O cara está buscando um modelo que seja melhor para ele, pros sócios, funcionários e clientes. Parece clichê, mas ele se arrisca de verdade, não apenas fala. É uma diferença enorme, uma coragem que poucos têm. Pra isso conta com Gabi, Claudio, Junior, Madsen, Ana, Pedro, Lucirene, Roger, Willer e Clecil, com braços estendidos por todos os lados, em incontáveis parcerias de trabalho. Uma turma danada, buscando sempre reinventar a rotina.

Por algum tempo, me afastarei deste tão animado dia a dia. Não abandonei meu galho, estou apenas em outros saltos.

Juntei uma equipe de primeira para tocar as mídias sociais do senador Tasso Jereissati. Estamos ainda elaborando estratégias. Goste-se ou não do senador, seu trabalho é vasto, tanto no governo do estado quanto no senado, há muito do que se falar. O que posso garantir de antemão é que nosso objetivo é o resultado pelo trabalho de formiguinha, invisível em muitos momentos. Não focaremos em hype ou ações criativosas. Queremos ver as pessoas conversando, se interessando pelo debate para fazer a melhor escolha.

Como disse Scott Goodstein na Campus Party, iremos arriscar. Com certeza, iremos arriscar. Primeiro porque o trabalho de mídias sociais em política no Brasil precisa disso. Estamos todos tateando. Vamos usar o que aprendemos em nossas outras experiências, rever referências, testar ferramentas, plataformas, tudo que possa gerar relacionamento, conversações. Resumindo, nosso objetivo é que a campanha não chegue até você por nós, mas por um argumento enviado por alguém que você conhece, por uma nova forma mais aberta e direta de se relacionar com o eleitorado. E nestas conversas, é claro, estão as críticas, desde que feitas com educação, sem ofensas gratuitas.

Aliás, sendo bem sincero, torço para que as mídias sociais entrem de vez neste campo não apenas como instrumento de campanha, mas principalmente como de gestão de mandato, gerando uma forma de fazer política muito mais transparente e evoluída, inclusive por parte dos eleitores, hoje tão divididos entre o descaso ou posições maniqueístas de amor e ódio absoluto a determinados personagens. O debate pode ser muito mais rico. Vamos caminhando, este é um desafio grande, que deve ser de todos nós.