Esta resposta ninguém sabe. Eu e minha mulher já ficamos sem estepe no mesmo fim de semana. Na furada de pneu dela, sorte mesmo foi não ter capotado ou quebrado o eixo. Meu carro está precisando com urgência de alinhar e balancear. Tudo bem que tem caído água além da conta, mesmo assim não precisava estarmos vivendo um transtorno diário tão além da conta.
Eu fui um dos tantos que há algum tempo sugeriu pelo Twitter e em emails uma ação coletiva catalogando a buraqueira com imagens e vídeos no Google Maps. Daí à atitude é outro passo. Emílio Moreno convocou uma tropa de elite composta por nomes referência na web local, como @rcarneiro @rodrigogalba @rafaelgaldino @cmilfont, @marioaragao @natanaelpantoja e@marioaragao , e colocaram o mapa no ar. Vai lá dar uma olhada, (dê uma busca em #buracosemfortaleza ) colabore, mande fotos, vídeos, desabafe.
Lembre que este mapa é também um serviço público que ninguém está prestando, a não ser a rapaziada blogueira. Já que se fala tanto em gestão participativa, vale muito a pena conferir e colaborar com esta ação colaborativa sem fins lucrativos, partidários, nada. Apenas pessoas incomodadas por um mesmo problema tomando atitude. Para participar, clique aqui.
E aí, a quantas anda seu mode paranóia? Vejo pouca TV, acho que isso que me segura. Mesmo assim pela manhã vi o presidente mexicano sugerindo que ninguém saia de casa. Só me lembro de algo do gênero naquelas séries japonesas tipo Spectreman, quando nego derrubava a cidade inteira a cada episódio. Mesmo assim acabei de almoçar um primo do moço acima assado. Uma delícia.
O fato é que é uma excelente hora para vender máscaras. Alguém tem que estar feliz. Mas como se diferenciar dos demais produtores numa estratégia online? Qual o investimento para isso? A grande dica é começar pensando no lado contrário. Que tal imaginar o que as pessoas estão perguntado. Use as palavras certas, o conteúdo exato e, sem rodeios, chegue lá. Veja esta campanha, um belo exemplo da eficiência do simples.
Ontem o Fantástico estreou no Twitter. Lógico que a baleia do Twitter denunciou logo um “over capacity”. Cada vez mais os brasileiros vão tomando conta de outros espaços na web além do Orkut. Isso é muito bom. Enfim falar em mídias sociais deixa de ser um papo de maluco preso em nichos. Claro que as grandes empresas há muito já atuam em web com foco em redes sociais. Fora dos grandes anunciantes, este tipo de investimento ainda é pra muitos um luxo, ou um brinquedinho não prioritário.
Não deveria ser. Os pequenos anunciantes têm na web a oportunidade única de conversar com targets específicos. Nenhum outro meio oferece esta oportunidade. Está aí a grande riqueza da web. Redes sociais é algo existe desde que existe a humanidade. As pessoas se unem por questões geográficas, raciais, religiosas, por diversos motivos, por sobrevivência. O que acontece online é que esses grupos se encontram mais facilmente, superam barreiras de espaço e até mesmo de tempo. É um grande catalisador do velho boca a boca, da busca por comuns.
Muita gente, no entanto, se deslumbra com o sucesso da campanha do Barack Obama ou dos ditos virais. Espera-se que a Web tenha uma resposta milagrosa, ou que atinja uma audiência imediata como os meios de massa. Não acontece, não vai acontecer. Web em si não é uma nada. O que é a grandioso é como as pessoas se apropriam dela para trocar informações, músicas, o que desejarem.
A campanha para presidente acabou, Obama continuou a usar web e outras mídias. Não porque ele seja bonzinho. A razão é mais simples, na minha opinião. Porque o cara de fato acredita nestas ferramentas de redes sociais como uma forma de relacionamento. Claro que a utilização muda, ele pode manter o mesmo foco da campanha. Mas que tal o site oficial da Casa Branca ser um espaço de comunicação? Não precisa muita parafernália.
Aí é que é preciso ficar ligado. O assunto virando commodity, aparecem diversos profetas da bonança vendendo redes sociais como panacéia. Muitos vendem ferramenta. Outros anunciam campanhas como a do Obama ou virais instantâneos. Não caia nessa. Relacionamento se constrói, isso leva tempo, é preciso estratégia. Não tem fórmula secreta. Tem que estudar, ralar dia a dia. A curto prazo costuma ser invisível. Depois você vê acontecer. E não se trata apenas de quantidade de vezes que sua ação foi vista, mas como as pessoas se relacionaram com sua marca. Isso vale muito.
Tudo bem, você já vê em sua rotina algumas replicações bem semelhantes. Mesmo assim não é possível que você não tenha viajado nas possibilidades. Via Update or Die.
E se o MSN invadir a arte? Caramba, isso dá margem a tanta coisa vindo pela frente.
Na hora me remeteu a como de uns dois anos pra cá diversas pessoas passaram a ver blogs como a salvação do mundo, e agora, que o Twitter enfim parece ter saído da nerdosfera com gosto de gás, o frisson é bem parecido.
Lula é um craque na costura política e no trato com o povão. Talento inversamente proporcional à qualidade de suas reflexões filosóficas que compõem um vasto anedotário. A promessa é de uma linguagem descontraída produzida por sua equipe. Não dá pra não ficar na expectativa pra ver tanta descontração online.
Mudando de assunto, semana passada estive na Unifor, acabei no YouTube. De antemão já acrescento à minha fala que, entre os desafios citados, está não apenas em trazer os leitores a participar, como também como fazer a notícia fluir onde os leitores estiverem. E mais desesperador ainda: como fazer de tudo isso um modelo de negócios lucrativo.
Tá vendo aí? Quem sou eu para ironizar as besteiras que o presidente diz…
Quando se diz que as revistas semanais trazem notícias velhas, imagine aqui em casa, que, sei lá porque, por mais que se reclame, elas chegam no meio da semana seguinte. Dito isto, ainda não vi a Época dessa semana, assinada numa dessas promoções. Achei de um simbolismo enorme a Dell anunciar seu endereço no Twitter via revista impressa. A notícia eu vi no Twitter do sempre muito bem informado amigo Calebe, do Gattune, já retwittando outra pessoa.
Aliás, vou dar o braço a torcer. No começo achei que o Twitter seria mais um fogo de palha como tantos outros. Não sei mais. Todos os dias, umas cinco pessoas pelo menos, fakes ou não, mandam seus convites. Alguns colegas de redação que nunca imaginei. Quem escreveu um artigo interessante sobre essa sensação foi o Ciaco, diretor de marketing da Fiat.
Tenho lido no O Povo (jornal de Fortaleza) artigos do presidente do TCM-CE, Ernesto Saboia, sobre redes sociais. Muito legal que estas ferramentas saiam das mãos dos mesmos de sempre. Dia desses em seu Twitter, ele mostrou que seu interesse em social media terá ações concretas. Que o Twitter seja isca pro pessoal de outras esferas perceber que as pessoas estão assumindo cada vez mais novas formas de comunicar, o que, se feito integrado com as mídias tradicionais, é poderosíssimo.
Se fala tanto de storytelling, fica a pergunta: o que é necessário para se contar uma história? Algo que te envolva de forma simples, mesmo sem palavras ou imagens figurativas também entram na resposta? E se você for o responsável por esta história e ainda leve com você uma reprodução da história que criou?
Considero este site algo mais que bonito, agradável, interativo, seja lá o que for. Vale uma reflexão sobre linguagem, que quando vejo, sempre me parece acadêmica demais. Excelente trabalho da Herraiz Soto e Co. e da badabing!. Não à toa levou o FWA do mês.