Este blog que você lê neste momento tem uma cara antiga. De uns tempos pra cá ficou todo antigo, com raras atualizações. Algumas coisas, entretanto, não podem passar em branco. Adorei esta campanha Num Instante Tudo Muda. Não sei se cumpre, mas anuncia uma forma diferenciada de lidar com informação colaborativa. Mais detalhes sobre a campanha no Webmania 2.0.
Quem ainda acredita que todas as campanhas devem ser absolutamente inéditas? Dessa vez o flashmob foi organizado por uma TV belga para lançar uma série de TV. Como estou viajando, sem conseguir atualizar o blog, seguem mais duas dicas de link:
A gente vive cada vez mais um frenesi neurotizante por mais informação. Talvez até por isso cada vez mais se fala em stroytelling pra tudo, como uma forma de nos envolver emocionalmente, nos tirar das ilhas de ansiedade e pouca retenção de conteúdo que vivemos. Essas histórias, não entanto, não são apenas verbais. Elas começam na forma como a informação se organiza. Vale ler este artigo da Advertising Age, com diversos exemplos, como o vídeo do Radiohead, acima, produzido sem câmeras nem luzes, transformando dados em arte.
Meu amigo Paulo Maranfon, diretor de filmes publicitários, divulga exposição que rola domingo na barraca Vira Verão, na Praia do Futuro. Diversão e arte. Vamos nessa.
Pra quem ainda acha que basta jogar um vídeo na web que ele será viral, vale a pena ver este vídeo em que o jovem Micha Albacow faz o pessoal numa rua de Copenhague participar de uma orquestra feita apenas com TicTac. A ação conta ainda com um site que mostra as peripécias do adolescente do Uzbequistão. Pra dar uma olhada na ficha da campanha, vá ao ViralBlog.
Quem assina trocentos feeds tem a manha de não se impressionar mais com qualquer grande novidade. Por exemplo: dia desses saiu esta matéria que mostra como os brasileiros usam mais as redes sociais do que emails. Isso já foi suficiente pra ler por aí que os emails vão morrer. Caramba, por que todo mundo quer ser profeta batendo na mesma tecla?
De fato minha sobrinha quase não usa mais email, se comunica pelo Orkut. Em breve ela vai terminar a faculdade, terá que trocar mensagens em ambiente corporativo. Será que vai usar o Orkut? Talvez use outras ferramentas, é possível. O mesmo vale para arquivos anexados e outras questões.
Interessante é observar esta outra matéria que mostra que a audiência do Gmail superou à do YouTube. Dos produtos Google, só perde mesmo pra página inicial do Google. Ah, esta notícia eu recebi via alerta do Gmail.
Dando seqüência aos dois vídeos do post retrasado sobre educação, agora vão três bem legais que estão rolando por aí sobre mercado de trabalho. Eu vi pela primeira vez na comunidade do Radinho. O consultor Waldez Ludwig foi ao bem antigo Sem Censura e ganhou a web. Entre as várias máximas está a de que o gerente nada mais é do que o atual correspondente ao capataz dos antigos senhores de engenho. Ao mesmo tempo fala de critérios de salário, de funcionários que se comportam como escravos, enfim, diversas questões que valem pra pensare e repensar alguns caminhos profissionais. Invista alguns minutos assistindo os vídeos. Mesmo que seja para discordar depois.
Dia desses escrevi um artigo pra um jornal daqui comentando como a maioria dos outdoors de Fortaleza são de colégios ou cursos para concursos. Os de colégios estampam sempre garotos de turmas especiais que tiraram primeiro lugar em vestibulares. Impressionante como podem existir tantos primeiros lugares. Os dos cursos prometem carreira estável onde se ganha muito sem esforço demasiado. Nada contra os meninos das turmas especiais nem contra os milhões que fazem concurso.
O que irrita é essa concepção equivocada de sucesso desde a base. Na escola só se valoriza quem tira 10 nas matérias curriculares. Lembrar que inúmeros gênios como Einstein foram mal alunos é chover no molhado. O argumento das escolas e faculdades para premiar os que respondem o que se deseja é que assim eles estariam sendo preparados para o mercado - ou para a “vida real”.
Mentira. Grandes profissionais não são os burocratas, os que apenas repetem a resposta “certa”, mas o que mergulham nos erros. É aí que acontecem as transformações. Não me restrinjo ao mundo das artes, literatura, música, criação em geral, espaços onde tradicionalmente se abrigam “desajustados” que não toparam abrir mão da criatividade como manda o ensino formal. Os melhores astronautas, engenheiros, médicos, estatísticos, seja lá quais forem, são os que se permitem buscar soluções diferenciadas - o que não aconteceria sem criatividade.
O que é fácil de perceber no dia-a-dia é que, pegando o exemplo da Publicidade, estamos vendo a maioria dos meninos saindo das faculdades com um conhecimento de ferramentas e um discurso pronto sobre o que é certo ou errado. Estão mergulhados numa caixa, não vêem o mundo lá fora. Já saem da faculdade “velhos”, até porque a formação é fraca mesmo. Além de desinformados sobre tudo, por não terem paixões, quase todos chegam com tesão zero. Ousadia zero. Os caras acham que são modernos por causa dos cavanhaques ou calças largas, mas na verdade são mais conservadores do que os que já estavam no mercado antes deles nascerem. São replicadores, não criam porque pouco se interessam pelo mundo ou pelas pessoas. Celso Loducca esteve em Fortaleza ontem e falou um pouco sobre isso.
O problema é sério, até porque envolve muita grana, muitos profissionais comprometidos com o marasmo. Os meninos que saem hoje das faculdades talvez sejam a primeira geração maciçamente drogada de forma lícita. Aqui não vai nenhuma pesquisa, somente observações. A quantidade de adolescentes que hoje toma remédios contra déficit de atenção, hiperatividade e outros males modernos é absurda. Estão dopando todo mundo. Melhor que eles fiquem calados. Que se dane o futuro, que se dane a alegria deles. Se eles ficarem calados na aula, tirarem nota suficiente para passar de ano, será uma vitória para pais, professores e terapeutas.
Vale a pena investir 20 minutos de sua vida vendo o que Ken Robinson diz nesses dois vídeos acima. Entre as frases de destaque, ele, ao contar como a escola acaba com a criatividade, diz que “estimular a criatividade é tão importante quanto alfabetizar”. Este é um assunto que desde sempre me interessa. Quando vi os vídeos e o texto postados pelos amigos do excelente Num Clique, mais do que me identifiquei, resolvendo escrever umas linhas. Que pelo menos alguém me xingue.
Se você acha que o Google está em todo lugar online, comece a observar melhor o mundo “real” mostrado por Filippo Minelli. Sugiro uma viajada pelo site dele para ver boas soluções de intervenções artísticas. Tá valendo.
Na matéria acima, de 1981, jornalismo online era um experimento. Vinte e oito anos depois, jornalismo online virou realidade, sem deixar de ser experimento. Cada vez mais aberto à participação dos usuários, buscando soluções estéticas ou que gerem sensação de interatividade real; seja o que for, tudo ainda depende dos que vão ousando na frente, indo a massa a reboque. Como ganhar dinheiro com jornalismo online nos grupos de comunicação ainda é um dos maiores enigmas. Todo mundo vai tirando quanto pode com o Adsense, enquanto quebra a cabeça sobre como tirar o sócio Google da história, abocanhando caramanguás mais generosos. Problema difícil de resolver.