
Cada vez vai ficando mais fácil acompanhar as eleições, com o surgimento de novos canais, da grande mídia ou independentes, como este de Fortaleza. Li no G1 que candidatos do Rio estão com site no ar.
Eduardo Paes, pelo que vi, é o único dentro da lei que limita a comunicação via web apenas para o site, tornando irregular a utilização de qualquer outra plataforma para comunicação oficial - o que transforma Youtube, Flickr, Orkut, tudo mais no paraíso do conteúdo extra-oficial, mais uma vez fortalecendo no Brasil que é legal ser fora da Lei porque a Justiça não entende o que se passa no mundo. O que fazer, de fato, ninguém sabe. Voltando ao site, além dele não estar com nada de redes sociais, tem o domínio todo certinho com o que rege as leis eleitorais.
Já Solange Amaral deve ter um advogado bem peitudo. O site da pupila de César Maia segue os mesmos princípios do prefeito guerrilheiro, abusando das mais diversas redes sociais. Até Ning está rolando. Será que vão tirar do ar, vai rolar uma multa, ou melhor, vai abrir uma jurisprudência que permitirá que a Web seja utilizada com as características da Web, e não à (equivocada) imagem e semelhança de outros meios como TV e rádio? Voto na última hipótese. Eu, o presidente do TSE Carlos Ayres Veloso e um monte de gente.
Os outros sites de candidato do Rio que estão no ar são os do Gabeira e do Chico Alencar, ambos bem simples e sem esse papo de .can.br. Dei uma busca rápida por outros estados, pouco encontrando. Em Salvador ACM Neto é o único com site no ar, aliás, o mesmo de sua gestão como deputado federal, retirado de ar sob multa na semana passada por estar sendo utilizado para campanha eleitoral.
Aliás, engraçado também é o discurso de que site pode, blog não pode. Patético. Por exemplo: tem candidato com blog dentro do site. O blog neste caso é mais uma página interna como qualquer outra. Está dentro da página oficial, mas por ter o formato de blog deveria ser proibido? Brincadeira… O lamentável é que, enquanto o que é assumido é proibido, em qualquer município, rodam por aí os mais diversos conteúdos “apócrifos” e ninguém terá como monitorar. E aí, a lei vai mesmo só punir os que fazem tudo às claras, que assumem o conteúdo que postam? Ou será que a função da Justiça é empurrar o direito de livre expressão para a confortável ilegalidade?