Soy Obama

Foi o tempo em que um candidato americano falava apenas inglês em sua própria campanha. O homem das redes sociais não poderia deixar de falar diretamente com a imensa comunidade hispânica residente nos Estados Unidos.
Via blog do Obama.

Atualizando: tem também o blog bilíngue da Hillary.

New York Times vai abrir API

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Em quantos públicos diferentes um jornal do tamanho do New York Times está segmentado? De quantas formas os conteúdos transcendem as páginas (impressas ou digitais) do NYT para se dirigirem em busca dos seus targets? Há mais de 100 projetos de inovação tocados pelo pessoal do Times Digital em busca de capilarizar a informação gerada pelos mais diversos suportes. Há poucos dias mostramos alguns dos experimentos geeks que visam usuários comuns.

Um desses projetos é criar uma API para que comecem a surgir os mais variados tipos de mashups. Até onde vai essa abertura, eles asseguram que ninguém sabe. Para ter uma idéia do que é possível, olha o que os programadores independentes - no sentido de não serem contratados por este serviço específico - fazem pelo Last.fm, e tentem imaginar n universo do NYT o que deve pintar por aí. Mas a idéia não é simplesmente virar uma nova rede social baseada em notícias. Sem detalhar os objetivos, eles querem mais do que isso. Vale ficar atento.

Via Cyberjournalist.

Windows 7


Video: Multi-Touch in Windows 7

Tudo indica que o Microsoft Surface tenha sido mesmo só um tubo de ensaio para o que vem por aí. Se o Vista nunca engatou, pelo jeito não vai deixar saudades. Para mais informações, você sabe a quem recorrer.

Via Tiago Doria.

Mais do que mil palavras

Lá vou eu com meu mantra repetir que o que mais seduz na web é pensar numa linguagem própria que nada tem a ver com a de outros suportes. Poucas coisas me irritam tanto quanto ver um conteúdo ser replicado em outros meios sem se pensar nas peculiaridades de quem utiliza aquele tipo de mídia. Um caso clássico é a replicação de áudios de TV em comerciais de rádio.

Muito legal este post do RedeMídia porque mostra fotógrafos buscando muito além de um “momento decisivo”. Eles querem contar histórias. Se uma imagem vale mais do que mil palavras, que se utilizem várias imagens para ir além. Clássicos como La Jette, de 1962, já mostravam que narrativas utilizando imagens são mais do que viáveis. Várias grandes reportagens online tem sido montadas com a utilização deste recurso.

Finlândia aposenta TV analógica

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Eles não são os Jetsons. Não se transportam em foguetes pessoais. Como se vê na foto, eles também compram em feiras livres. Mas, entre outras semelhanças, há diferenças gigantescas. O país que no começo do século passado se viu independente dos russos, hoje tem 5 milhões de habitantes com padrão de vida muito mais alto do que o nosso. Um dos indicativos é a alta tecnologia. Como mostra esta matéria do Estadão, a TV é 100% digital. Os números são bem impressionantes. Para cada 100 habitantes, há 124 celulares - a Nokia, responsável por 41% da produção mundial, é de lá. Mais de 60% da população utiliza a web regularmente, sendo que de cada 100 usuários, 70 são banda larga. Vale ler a matéria.

Interessante que nos diferentes Brasis, sem não fosse pela diferença de infra-estrutura, os brasileiros mais privilegiados com certeza vivem em condições que pouco deixam a dever aos finlandeses. Mesmo sem TV Digital ou IPTV, há uma quantidade cada vez maior de brazucas que não ligam mais a TV pra assistir os programas de TV. O problema é o abismo que existe em relação aos que nem comem.

Politica 2.0 além da campanha

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O case Barack Obama de utilização da Web para capilarização da campanha por incontáveis redes sociais chega a ser maldoso. Todo o fascinante universo em movimento que o faz favorito ao posto de homem mais poderoso do mundo não acontece apenas pela excelente formulação e condução da estratégia de campanha. É preciso se avaliar todo um contexto positivo, de um senador jovem, negro, com uma história de vida fora do comum, bem-sucedido, dotado de uma retórica fantástica, carisma incontestável e, acima de tudo, um desgaste muito grande dos republicanos após a gestão Bush.

Tudo isso é importante ser ressaltado para que ninguém imagine que o mesmo êxito aconteceria com um candidato ligado a práticas antigas, com carreira cheia de manchas éticas, eleito quase sempre por currais eleitorais. A questão não é apenas ter um blog, estar no Orkut, uns vídeos no YouTube ou muito menos numa rede mais específica como o LinkedIn. Não existe fórmula mágica.

O que imagino que cada vez mais irá se evidenciar, será uma desconfiança com relação aos políticos que não estejam de forma natural nessas redes sociais. São espaços simbolicamente obrigatórios para pessoas públicas. Enfim canais abertos de verdade para mais transparência. Talvez seja um bom caminho para acabar com a crença generalizada que político só se aproxima do eleitor em época de campanha.

A reflexão, já feita por muita gente por aí, foi motivada pelo excelente artigo do Público comparando o uso das redes sociais por políticos norte-americanos e portugueses. Mais uma vez, via Webmania 2.0.

Atualizando: matéria da B2BMagazine sobre o fenômeno Obama. 

Visite o New York Times

Quando dava aula, levei algumas vezes meus alunos para conhecer redações. Não sei se o fascínio deles era o mesmo que o meu imaginando as possibilidades de conhecer o NYT por dentro. Minha maior curiosidade é ver como a cultura de inovação vem transformando uma das maiores empresas de comunicação do planeta. É diferente de você ver alguns “jornais” replicando na web as experiências que vêem por aí. A idéia aqui é outra: pensar as mudanças de hábito do leitor e como fazer a informação fluir pelos mais diferentes suportes.

Todos os vídeos são como o que está acima, feitos com celular numa qualidade ainda longe da ideal. Mas vale a pena abrir os links do post do Scobleizer para conhecer as experiências interativas que estão rolando.

Microsoft apela contra o Google

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Houve um tempo em que as competições eram mais divertidas. Ms. Dewey (foto acima), por exemplo, pecava pela usabilidade, mesmo assim foi um interessante experimento viral da Microsoft, contrastando bastante com a estética ultra clean e impessoal do Google.

Sem conseguir jamais criar uma ferramenta de busca tão eficiente, a empresa de Bill Gates encontrou uma forma de “motivar” o uso do Live Search: quem fizer buscas por lá será reembolsado com um vale-compras. A única possibilidade viável para tal campanha é a crença absoluta dos executivos de que sua “search-engine” é tão poderosa quanto a do Google, e que, ao deixarem de lado o “top of mind” do setor, vão perceber que podem ter serviços da mesma qualidade e ainda ganhar prêmios.

Sei não. Dia desses, por uma situação insólita, utilizei o Live Search e o resultado foi péssimo. Fiz a mesma busca no Google, frente a uma platéia, encontrando logo de cara o que desejávamos.

Já vejo empresas de buscadores ensandecidos e softwares de sucessivas buscas no Live Search pipocando por aí. Mas na hora do serviço mesmo, todo mundo sabe para onde ir.

Com jeitinho, TSE libera tudo

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Enquanto no mundo inteiro a Web ganha importância nas eleições, no Brasil a campanha é proibibida oficialmente em período eleitoral fora dos sites dos candidatos. Não há dúvida que o rol de vetos visa evitar abusos econômicos (no caso dos showmícios), favorecimentos em troca de voto (brindes como bonés e camisetas), o zelo pela cidade (no caso de cartazes e pichações) e spams (no caso da Web). A boa intenção baseada em desconhecimento mais uma vez favorece que o “ilegal” prevaleça, e assim mais uma vez somos levados a acreditar que o crime não apenas compensa, como é um mal necessário.

Cesar Maia, por exemplo, deixou de ter um blog porque em mandato não poderia fazer propaganda pessoal. Inventou o “ex-blog”, um newsletter digital por onde pauta a imprensa. Mesmo assim mantém um site oficial em seu nome e marca presença em diversas redes sociais, como Orkut e YouTube - veja no rodapé do site as demais. Seu partido, Democratas, tem uma “fábrica”de virais no Falando Sério, com acesso a diferentes redes sociais, como o Twitter por exemplo. Sem cerimônia a candidata do Democratas no Rio Solange Amaral faz sua campanha pela web há muito tempo.Tantos outros como Gabeira, ACM Neto e quem mais você procurar estão em campanha pela Web, indo muito além de seus sites.

Como é que pode? Fácil, principalmente no “país dos laranjas”. Ora, se o diferencial da Web em relação a outros suportes é a capacidade de relacionamento, de vastas possibilidades gratuitas de geração de conteúdo, não há nada mais anormal que alguém crie um blog, abra uma conta no Flickr, manifeste seu apoio ao candidato preferido. Se não houver tal voluntário, cria-se uma associação qualquer, alguém se habilita seja lá por qual razão e pronto. Fica a pergunta: quem vai monitorar o conteúdo dos blogs, redes sociais diversas, widgets, animações, vídeos, podcasts, tudo que vai pintar pela frente? Não há como fiscalizar nem proibir esse movimento.

The Guardian pode sumir das bancas em breve

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A preocupação sobre o futuro do jornalismo, mantra exaustivamente repetido dentro de todas as empresas jornalísticas, ganha mais força após o anúncio de que o tradicional The Guardian pode em pouco tempo abandonar o impresso. Nesse caso foi o próprio diretor de projetos editoriais Neil Mcintosh quem declarou que “mais cedo ou mais tarde eles terão que decidir o que fazer com a versão impressa”.

O texto do sempre brilhante Carlos Castilho reafirma que a tendência da dita simbiose entre plataformas offline e online pode estar nos impressos se dedicarem ao jornalismo analítico e investigativo, deixando de lado a cultura do furo, que, de fato, não faz mais o menor sentido, já que o impresso virou o “marido” das mídias: sempre o último a saber.

Este post do Tiago Dória confirma a crença que, com um posicionamento que não “brigue” com o online, os impressos terão sobrevida garantida.

Vale também ressaltar o posicionamento do Washington Post, definindo a “educação” como sua maior missão corporativa. Sobre tanta mudança de modelo de negócios, Castilho alerta para a possibilidade de uma espécie de “bolha do impresso”, já que ao mudar seu enfoque, os jornais passariam a disputar o mesmo nicho das revistas semanais.

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