Tudo ao mesmo tempo. Quando?

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“Convergência é a palavra-chave”, repetem alguns como mantra. Os celulares são constantente apontados como o dispositivo central de nossas vidas no futuro (futuro?). Entre as utilidades estão ouvir música,se guiar por GPS, pagar compras via código de barra, abrir o portão de sua garagem e um monte de outras funções, inclusive telefonar. Em 1998 Jakob Nielsen arriscava sobre o fim das “mídias tradicionais” indepentes, embora os profissionais continuassem a ser indispensáveis, apenas com novas atribuições.

A profecia foi certa em grande parte, cada vez mais se fala em integração de dispositivos. Entretanto, ele ficou longe em outros aspectos como a morte das “mídias tradicionais”. Talvez o erro seja de prazo, já que se as empresas que não se compreenderem como de mídia integrada terão fim anunciado para… Deixa pra lá, quem sou eu pra bancar o profeta?
Se os suportes tiveram uma mudança parcial, porém real, como fica a nossa presença online? Esquizofrenia total. Há alguns dias falei sobre algumas ferramentinhas que agregam nossa presença na Web. Tem ainda o FriendFeed, fora as ferramentas que a cada dia aparecem e são tidas como “muito melhores”. Nem agregar em paz a gente consegue.

O Aviary, por outro lado, tira o foco de você e suas redes e promete ser um verdadeiro shopping aberto de ferramentas online, que vão desde um editor de imagens a um modelador 3D. Você não precisaria sair dele para quase nada quando quisesse produzir conteúdo. Sei não, mas ainda acho pouco.

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Esse texto do New York Times (em inglês) me faz lembrar meu primeiro contato com o Orkut, em 2004. Minha incompetência como profeta já se manifestava: “Com a galera acostumada aos chats e com o MSN, um ambiente onde os contatos são atemporais, a fundo perdido, não vai funcionar”. Errei profundamente. Os gênios do Vale do Silício se concentram agora em dar s redes sociais o dinamismo do contato direto. Imagine o Facebook com todos os seus aplicativos, o Orkut e MySpace com o OpenSocial, uma infinidade de possibilidades ao mesmo tempo em que toda aquela galera conversa e esquenta threads ao vivo por texto, áudio ou audiovisual.

O Vivati, por exemplo, é um ambiente online estilo Second Life, onde você não precisa baixar um arquivo pesado como Second Life, você pode trazer seus amigos do Facebook para compartilhar fotos e vídeos e ainda interagir em tempo real com instant messengers. A tendência - lá vou eu de novo - é que as grandes redes sociais agreguem todas essas “atrações”, se transformando de fato em sistemas operacionais para uma verdadeira multidão. Afinal, se houver mesmo tanta integração, para que sair de lá?

Brasil paga mais um mico: Internet censurada nas eleições

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Depois de virar piada internacional com o bloqueio do YouTube por causa das cenas de paixão de Daniela Cicarelli e seu namorado numa praia espanhola, agora tramita no TSE uma parecer que pode proibir a utilização das redes sociais nas eleições deste ano. Entre os pontos polêmicos está a punição de um candidato caso exista algum blog falando dele, mesmo que o responsável não seja ele ou seu comitê. De cara já podemos imaginar entre outras aberrações, que um candidato possa fazer algo em prol de outro apenas para prejudica-lo.

Talvez até na boa vontade de criar parâmetros, o TSE, certamente por ignorância em relação dinâmica da Internet, ameaça o direito básico de livre expressão. Eu posso muito bem falar com quem eu quiser sobre o candidato que apóio, ou colocar um adesivo dele no meu carro. Da mesma forma posso falar dele no meu blog, no meu perfil do Orkut ou postar um vídeo no YouTube declarando meu apoio. Claro que a Internet não deve ser um ambiente isento lei, mas não pode deixar de ter sua característica mais básica, que é a de unir as pessoas.

Para não ficar apenas no exemplo das eleições americanas, nas eleições francesas, espanholas e argentinas as redes sociais tiveram grande força. Claro que muito disso motivado pelos comitês. E daí? Se num processo democrático as pessoas não tiverem a opção de declarar seu voto num ambiente onde passam a maior parte do seu dia - online -, certamente o caráter democrático desse processo deverá então ser questionado.

Aqui e aqui tem mais informações.

Empresas de TV não. De mídia.

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Logo depois de ver o excelente post ESPN “Nós não somos uma empresa de Televisão”, do Brainstorm 9, li esse post do AdAge em que a MTV se posiciona como empresa multi-plataforma. O que vale é o conceito, levar anunciantes a um target qualificado e bem definido. O suporte varia de acordo com os objetivos.

Construa o Last.fm

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Há alguns anos, alguém me falou do Last.fm. Fiz o cadastro, baixei o devido programinha, mas sei lá por qual razão na época não curti muito. Tentei mais uma vez ou duas, desinstalei e deixei pra lá. Há duas semanas uma amiga me convidou e, também não sei por qual razão, desa vez decidi não ignorar e refiz o processo. Não sei o que, além de ser em português, me fez ter uma “user experience” 100% diferente. Estou ouvindo o tempo inteiro, me deleitando em poder encontrar coisas díspares como Clementina de Jesus, The Berg Sans Nipple e as bandas dos amigos.

Com certeza movidos pelo mesmo prazer que, com atraso, eu agora sinto, a comunidade vai aperfeiçoando e muito o Last. fm. O Build Last.fm é um exemplo muito legal de força das comunidades virtuais. O importante a ser reforçado é a questão da user experience. Não dá para as empresas simplesmente quererem abrir suas redes sociais e contar com o trabalho alheio sem pagar nada. Faz tempo que alguém avisou que “não existe almoço de graça”. Quem toma uma decisão, sabe o que o impulsiona a tomar aquela decisão. Aí é que entra a diferença entre uma marca bem posicionada com seu target.

Via CBS Labs.

Só falta o dinheiro

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Em valores absolutos de audiência a Internet brasileira é fenomenal. São recorrentes as quebras de recordes. Claro que não há dúvida que existe uma grande diferença de perfis entre brasileiros conectados e não conectados, mesmo assim as lan-houses são onipresentes em periferias e favelas, permitindo o acesso cada vez mais massivo do público de baixa renda. Pesquisas mostram inclusive que a propaganda online está crescendo mais no Brasil do que no resto do mundo.

Razões para se animar não faltam pra que deseje viver nesse mercado. As perspectivas são boas, mas não dá pra entoar o coro dos que acreditam que o mundo online seja a grande solução, e que tudo o que se viveu antes deva ser esquecido. Seria burrice demais. Até porque o momento ainda é de observação. A adoção da Web como meio com fins comerciais não é automática. Que o diga o jornalismo, antes confortável em outras plataformas, sendo obrigado a se reinventar no online.

Vale ler o artigo no Observatório de Imprensa sobre o State of News Media 2008. No Radinho de Pilha o Rene de Paula levantou interessante questionamento. Ele ouviu num podcast que as audiências do The New York Times eram equivalentes online e offline, mas o faturamento do impresso é quase 10 vezes maior do que o online. Algumas possíveis justificativas foram levantadas no debate: dispersão gerada pelo perfil multi-tarefas do leitor online, tangibilidade e portabilidade do impresso, más condições ergonômicas a que o leitor online é submetido e a questão de impressos serem lidos por muitos em momentos de lazer, menos desarmados do que quando estão no computador a trabalho.

O debate continua, envolve questões cruciais. Pra quem vive de online e passa o dia conectado, observa diariamente o crescimento, é meio complicado entender porque o ambiente Internet não estoura em valor como mídia. Talvez seja apenas uma processo, uma transição gradual, baseada em constantes acomodações, evitando novos frissons ainda por trauma da bolha. Ou mais: os “modelos de negócios” continuam sendo reconstruídos e aperfeiçoados quando colocados em prática, já que, afinal, embora s vezes pareça que ela sempre esteve aí, a Internet é muito, muito jovem.

O YouTube aperfeiçoa o modelo de estatísticas permitindo a quem postou um vídeo saber mais informações de quem assisti-lo. O Yahoo se junta a outros gigantes no OpenSocial, gerando uma série de novas oportunidades com aplicativos para inúmeras redes sociais. A impressão que dá é que mais do que um “modelo de negócios” isolado, toda uma identidade de relacionamento ainda está em constante transformação, longe de algo que aproxime de um modelo mais consolidado.

Assunto instigante, meio profético, bem melhor pra um debate longo numa conversa informal do que para um post. A dúvida fica como minha contribuição para a 3ª Rodada da Ciranda de Textos da lista Jornalistas da Web.

A guerra de Bush

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Para quem ainda acredita que o jornalismo online não permite grande reportagens, reserve um bom tempo pro Frontline. Tem 40 horas de documentário, 400 entrevistas, um timeline organizando tudo, além de um live-chating e extensão de debate em diversas redes sociais. Via Cyberjournalist.

Aliás, entre várias notícias interessantes do Cyberjournalist está o IReport, do CNN, onde todo conteúdo é gerado pelos usuários, sem nenhuma forma de intervenção da CNN.

Publicidade distante

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Não acredito na existência de uma comunidade virtual, diferente de outra real - aliás, já imagino Platão se contorcendo com esse papo. Não tenho paciência para a briga entre alguns blogueiros e alguns jornalistas. Nada disso me interessa. Sem querer estabelecer fronteiras que dividam de forma surreal um mesmo mundo como se fossem dois - e pra piorar, com um maniqueísmo ensandencido -, infelizmente a constatação de que as agências de publicidade “tradicionais”, em sua grande maioria, pouco entenderam de Web e suas possibilidades, não é tão equivocada.

Há muito evito escrever sobre o tema, mas lá vai. O que me motivou foi esse post do Contraditorium, compartilhado pelo Rafael Ziggy do Sim Viral no Google Reader. De fato é estranho que a África divulgue um blog inexistente que redireciona para um site institucional, que ainda demora um tempo considerável pra carregar, te oferecendo apenas a imagem acima por insuportáveis minutos. Não que eu queira defender os blogs como panacéia, que a Africa ou quem quer que seja não viva sem um blog. Longe disso. Quanto demora, alguém pode dizer que os clientes que compõem o target dos caras têm uma banda tão larga que o flash carrega em poucos segundos. Talvez seja. Aqui são supostos 1 mb e por pouco eu não desisti. Não sou de fato o target deles.

Se a agência Africa vê a Web assim, imagine as que estão fora de São Paulo, mais ainda aqui pelo nordeste. Uma quantidade considerável de agências locais de publicidade não cobra sequer pela criação. O grande produto delas, a capacidade de pensar, de formular estratégias, pra elas mesmas não vale nada. É assim ou fecha, porque por aqui os “sobrinhos talentosos e seus corel-draws magníficos” ainda detêm o poder.

O desespero das agências é por ganhar comissões em cima das mídias empurradas na marra goela abaixo do cliente. Não é o que diz o business plan - alguém tem um? -, mas é assim que é. Não se vê nada diferente, que gere repercussão. No final das contas muitas gastam seu tempo quase todo produzindo panfletos que não serão lidos por ninguém e vão poluir as ruas. Resumindo: suas funções não são gerar vendas nem branding para o cliente, mas apenas suga-los o quanto for possível. É desse jeito ou fechar.

O máximo que se pensa em Web é “que tal fazer um bannerzinho?”. Não tenho nada contra banners, apenas lamento que a visão dentro das agências se restrinja mesma publicidade unilateral de outdoors, revistas, jornais, TVs, que não se perceba nem de longe a quantidade enorme de ações possíveis para envolver o target. Não precisa muito esforço, no Brasil mesmo há diversos exemplos de campanhas online muito legais.

Pior ainda é que as ditas agências locais focadas em Web não divergem em nada deste modelo conceitual arcaico. São vendedores de sites. Quando falam em conteúdo, se restrigem a algum estagiário de jornalismo atualizador de um CMS qualquer. O que eles propiciam de retorno ao cliente, não interessa, até porque normalmente os sites acabam abandonados não existe retorno, somente custo. No máximo voltam um ano depois com a proposta de novo site. Se mexe apenas em ferramenta, pensar ninguém pensa.

A curto prazo não vejo muita margem para mudança. Como me disse há um tempo atrás um dos publicitários mais renomados daqui: “isso tudo é muito legal, mas eu ganho o quê com isso?”. Mais do que uma provocação, era uma constatação real. Como é que os caras vão se dedicar a criar se nem pagos pra isso são?

Na minha opinião cabe s ditas agências digitais locais enxergar além de seus sistemas. Tem gente do outro lado. Muita gente se agrupando, reunindo os targets voluntariamente, diminuindo a dispersão, esperando por conteúdo relevante, experiência e entretenimento. A gente aqui está ensaiando um movimento diferente. Se avaliado com frieza, um movimento fadado ao fracasso dentro do contexto em que vivemos. Mas vamos deixar a frieza de lado. Estamos correndo por fora, buscando clientes que cobrem retornos de seus investimentos, que entendam que a Web como um meio de comunicação extremamente poderoso, com uma capacidade gigantesca de possibilidades de gerar relacionamento com os clientes. Cabe s agências digitais dar a real dimensão do mercado que queremos viver. Estamos fazendo nossa parte, em breve colocaremos alguns projetos interessantes na rua - ou na rede. Aos poucos a gente chega lá.

O futuro do marketing

Nem sou chegado a profetas, mas a apresentação acima trata mesmo do relacionamento entre as pessoas e como as marcas podem fazer parte desse processo. É presente puro, não tem nada de futuro.

Via Colméia, que bebeu na fonte.

O verdadeiro Big Brother online

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Dicas de “brinquedinhos” encontrados por aí. Peço até desculpas porque sinceramente não sei mais onde as encontrei. O Joongel permite que você faça buscas em diferentes redes sociais “sem sair do lugar”. Em tempos de monitoramento online é bastante útil. O Spokeo tem uma funcionalidade meio parecida: ele encontra quem você deseja encontrar numa quantidade enorme de comunidades online.

Lembra até uma dica de uma aluna na semana passada, que comentou sobre como se pode ficar sabendo de tudo o que os outros andam fazendo pelo Orkut através do O Curioso. E não adianta apagar o scrap…

Se sua intenção não for bisbilhotar a vida alheia, mas apenas organizar todas as suas redes sociais, instant messengers e emails numa única página, o Digsby tem tudo pra ser uma boa solução. Pelo menos você não vai mais esquecer nenhuma senha.

O mal do Facebook

Se a princípio “o bom” do Facebook era a possibilidade de se criar infinitas aplicações, digamos que este é também “o mau” do Facebook. Volta e meia aceito um troço daqueles sei lá porquê e o deixo parados lá como se nunca tivessem existido. O vídeo acima manda um recado mais direto e sincero. Faço dele minhas palavras.

E tomara que a possibilidade de desenvolvimento de aplicativos seja aproveitada de forma mais legal também em outras redes sociais como no Orkut com o Open Social e no YouTube.

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