A galera das bandas sempre dá exemplo de como se valer da Web de forma legal. O pessoal da banda pernambucana River Raid teve sua música “Time Up”selecionada entre mais de 15 mil composições do mundo inteiro no International Sonwriting Competition. Entre os juízes estavam Macy Gray, o lendário Jerry Lee Lewis, John Casablancas (The Strokes), Robert Smith (The Cure) e Frank Black (Pixies).
Veja o clipe acima com a música concorrente. Se gostar, vote aqui.
A Prefeitura de Adolfo, em São Paulo, utilizava bem menos banda de internet do que era disponibilizado pelo Governo do Estado. Como ninguém sugeriu um mini Campus Party na pequena cidade, a prefeitura resolveu gerar outro tipo de ação. Quem estiver em dia com suas contas e comprovar estar na batalha contra o mosquito da dengue (acho que o da foto nem é o dito cujo, fica aqui o pedido de desconto), vai ter acesso banda larga em casa. Já estou vendo a rapaziada baixando filmes e músicas (ou dando upload) enquanto extermina a mosquitada.
Já no Rio, o GatoNet continua comendo solto. É impressionante como ele está totalmente inserido no status quo da cidade. Do ferrado ao abastado, muita gente tem o seu. Aproveitando a brincadeira do parágrafo acima sobre a troca de arquivos, essa questão da dita pirataria é apenas mais uma que nunca vai se chegar a um consenso graças ao maniqueísmo que torna as pessoas intransigentes e incapazes de perceber que há diferentes formas de garantir seus interesses.
Graças incapacidade de se buscar uma solução de interesse comum, vivemos eternamente a cultura do “faça o errado se isto te beneficia”. Pior que não há nada que justifique alguma esperança de que algo vá mudar.
Os estudos sobre Redes Sociais antecedem e muito Web, e transcendem a própria condição humana. O mapa acima, por exemplo, trata do movimento migratório dos pombos - tirado desse excelente link, com interessantes representações de diferentes redes, enviado ao Radinho por Anderson Costa. O Bruno Parente, da Index Virtual, me enviou um outro link muito legal sobre como essas Redes Sociais atuais seriam “renovações” de outros já existentes.
O que a Web faz, sem dúvida, é afunilar afinidades, dando uma agilidade nunca antes vista ao sugimento e fortalecimento de Redes Sociais, ignorando tempo e espaço. Dê uma olhada em alguns números das Redes Socias Virtuais nesse excelente link enviado pela Roberta Zouain, também via Radinho:
- Em 90 países há uma Rede Social entre os 10 principais sites.
- Em 19 destes países uma Rede Social tem a maior audiência, ganhando inclusive das ferramentas de busca.
- De 116 países, apenas Taiwan não tem uma Rede Social entre os 100 principais sites.
Você não deve ter idéia de quantos destinos a Lufthansa faz ao decolar dos Estados Unidos. Tudo bem, isso não te interessa muito, afinal você nem mora lá, mas o efeito viral é tão poderoso que joga as campanhas muito além de seus targets.
Existem diversas maneiras de dizer que eles têm vôos para inúmeras cidades. Eles escolheram o que se chama por aí de advertainment. Um joguinho simples de ser jogado, que nem por isso é bobo. Eu fiquei jogando um tempão, até por ter tentado superar minha larga ignorância geográfica. Tente a sorte.
Pessoalmente adoro esse tipo de campanha. E mais: reforça mais uma vez, esquecendo o lado comercial, as incontáveis aplicações que podem ser feitas em meio acadêmico utilizando a Web. Vi a dica no Twitter da Baunilha, que havia visto no blog do Cris Dias.
Depois do Grêmio e Flamengo, chegou a hora do Corinthians criar sua própria TV online - a empresa responsável é a DB4, a mesma da TV online do Flamengo. A idéia dos dirigentes, assim como os flamenguistas, é de arrecadar com o amor dos torcedores. Segundo eles, ontem, na primeira manhã de transmissão, já havia um milhão de acessos.
Aliás, parece que a Web anda mexendo mesmo com o futebol mundial. Já tem time sendo vendido de forma colaborativa. Vale a pena ler o caso do Ebbsfleet, time inglês comprado por quase 30 mil membros de uma comunidade virtual. Agora todos são acionistas com poder de decisão nos rumos da equipe. Pensando em intensificar o mercado internacional de venda de jogadores, a Fifa disponibiliza em março o Transfer Matching System para tentar acabar com os constantes problemas de documentação.
Pesquisa publicada no Lá Fora mostra que mais de 10 bilhões de vídeos online foram assistidos pelos americanos em dezembro de 2007. Nada menos que 141 milhões americanos teriam assistido algum vídeo pela Web.
Sempre achei muito chatas as teorias de Indústria Cultural que colocam todos nós em um mesmo corpo amorfo de alienados pela mídia. Ainda bem que de uns tempos para cá já há pensadores seguindo caminhos diferentes, até mesmo por causa das tais novas tecnologias de comunicação.
Ontem eu estava lendo uma notícia festiva sobre o Joost, me lembrei que eu era um empolgado desde o Venice Project, recebi o convite do Joost com certa antecedência, adorei ver aquela tela cheia se abrindo com um ótima imagem e me enchi com as travadas. Pronto. Voltei uma vez no máximo ou duas, li umas matérias negativas e pouco tenho ouvido sobre ele, fora as newsletters que recebo.
Assim como, ao ler a matéria acima sobre o Joost, tive vontade de assistir série policial gravada em Burkina Faso, deixo de assistir muita coisa boa simplesmente porque não navego, ou porque recorro ao YouTube sem nem mesmo fuçar outros players. Aí olho pro meu desktop e vejo o ícone do Miro acesão lá. Abro, tem um monte de vídeo da Wired, Cnet, tudo que me interessa bem perto e eu necas, estava há meses esquecido.
Não sei se é porque sou nativo da TV, membro benemérito da massa amorfa que reneguei no começo do post, só sei que a quantidade de informação gigantesca e sindicalizável não evitam que, mesmo com umas fugidinhas aqui e ali, eu continue quase o tempo todo no mesmo canal (hoje o YouTube).
Pode ser porque não tenho tempo para me arriscar em outros ambientes, ou porque tenha medo de enlouquecer de vez com tanta informação. Sei que vejo por aí o que acontece de novo, visito as opções que surgem, mas não freqüento, sempre volto ao mesmo lugar. Ando precisando mudar um pouco o canal.
TV Digital era um assunto mantido a portas muito bem fechadas. De repente, pro lançamento, começou a ser divulgada como uma grande maravilha. E tem tudo pra ser muito legal mesmo. O problema é a forma obscura como tudo acontece no Brasil. Depois da festa, o silêncio. A poeira baixou, quase ninguém fala mais no assunto, afinal, quase ninguém tem acesso TV Digital.
De tudo que foi prometido, por enquanto o conversor só garante uma imagem melhor. De interatividade, multicanais e mobilidade não há nada, a não ser a esperança num futuro incerto, já que há muitos problemas políticos, funcionais e conceituais envolvidos. Mesmo assim o preço do conversor continua alto. A indústria culpa o ministro Hélio Costa. O ministro Hélio Costa… Cadê ele? Bem, ele cancelou o cartão corporativo antes de anunciar sua candidatura prefeitura de BH, onde deverá utilizar a TV Digital como uma bandeira de campanha. Uma bandeira branca, talvez.
A tela meio louca acima, pra quem não ainda viu, é de uma função chamada Warf, do YouTube, há algum tempo disponível, onde você seleciona em tela cheia vídeos correlatos ao que você assistiu. Mas isso é café dormido. O Update or Die traz algumas das novidades prometidas pelo YouTube, como sistema de recomendações estilo Amazon, ferramentas de edição e distribuição em multiplataformas, incluindo exibição em grandes aparelhos de TV. Aliás, não entendi bem isso. Será que vai rolar um cinema YouTube?
Uma das boas é que a galera que tenta se viralizar, ou agências que precisem provar os efeitos de seus virais, vão ter a seu favor (ops, nem sempre) métricas mais consistentes para fortalecer seus discursos de venda sobre disseminação de vídeos online.
No Inside Online Video você vê mais detalhes, como: mais ênfase ao compartilhamento e pode ir se preparando para jogos e transmissão de eventos simultâneos em diferentes partes do mundo. Pelo jeito vai ficar cada vez mais difícil “mudar de canal”.
Na semana que passou vi em diferentes lugares a notícia da nova ação do Instituto Cervantes para divulgar a cultura espanhola. Calhou de ter recebido por email o anúncio da Podio Sport TV e de sempre estar recebendo notícias do batalhador Carlinhos, que entre outros projetos, toca o DropTV.
Não existe nenhuma novidade na transmissão de conteúdo em vídeo via web. Acredito que ninguém melhor do que as igrejas utiliza essa estratégia. Mesmo assim admito que, de forma geral, ainda sou meio reticente estratégia. Pelo menos por enquanto. Se pegarmos os três exemplos acima, teremos experiências bem diferentes na visualização dos vídeos. Numa conexão de (suposto e pago) 1 mb, teve vídeo que não consegui abrir de forma alguma.
Gostaria de saber como iniciativas bem focadas como a Fla TV estão sendo recebidas, ter acesso a alguns números de visitação. Falo dessa especificamente porque o clube mais popular do país, com uma torcida fanática espalhada por todo Brasil, a lançou não como uma experiência multimídia, mas demonstrando expectativa de retorno imediato. Poder de bala não faltou. O lançamento foi feito com cobertura nacional juntamente com o anúncio da contratação de um jogador. Dificilmente haverá possibilidade de outra ação semelhante reunir tantas variáveis indicativas de sucesso.
Mesmo assim a Bud TV, por exemplo, teve investimento altíssimo, segmentou o target e deu no que deu. Não quero aqui considerar esse tipo de investimento como jogar dinheiro no lixo. De jeito nenhum. Levanto apenas algumas bolas como a qualidade do streaming disponibilizado, a concorrência do YouTube com sua infinita coleção de vídeos e, mais do que tudo: o que essas transmissões de vídeo pela web podem agregar de novidade conceitual que possa de fato gerar uma nova experiência ao usuário. Acredito que a chave esteja aí. E quem a achar, vai fazer a diferença.