Feliz 2008, 2009, 2010, …

Vamos andar na rua, ir praia, namorar, ler, dançar, nos divertir, reinventar, ajudar a quem for possível, viver intensamente. Sempre lembrando que a internet é uma ferramenta par agilizar nossos dias, nos trazer informação, entretenimento, um monte de possibilidades para tornar nossa vida mais interessante. Jamais para nos confinar.

Em 2008 vamos aprontar muito. Pra começar, uma boa receita, via PinUp Bar:

Benazir Bhutto

Acompanhei a tensão dos últimos meses e soube do até certo ponto previsível assassinato de Benazir Bhutto pelo alerta da CNN. Hoje recebi do amigo Gustavo Poli esse link do The New York Times mostrando todo o contexto do atentado.

Informação, “momento decisivo” e emoção juntos. Belíssimo trabalho.

Qual presidenciável americano melhor usa a Web?

Há poucos dias falei aqui sobre como Ron Paul estava causando frisson pela web dominando votações em links populares como TechCrunch e Digg. O TechPresident foi bem além, avaliando, numa pesquisa com 13 itens, diferentes aspectos da participação dos candidatos na web, desde “uso de blogs” “participação em redes sociais” e estratégia para celulares e de email-marketing . Ron Paul, é claro, ganhou disparado em “ativistas online”, o que está o tornando um “case” de arrecadação, conforme mostra o ótimo Casa Branca 2008 .

Cheguei aos links acima através do excelente Eleições Americanas de 2008. Acredito que por diversas razões devamos estar muito atentos a todo processo eleitoral americano. No caso específico do assunto a que esse blog se propõe, para saber como a eleição que movimenta mais dinheiro no planeta irá utilizar a web 2.0 para pulverizar seus discursos e sensibilizar mais eleitores. Em ações muitas vezes gratuitas.

Atualizando: muito legal esse monitoramento dos blogs na campanha política. Via GJol.

Web será tão popular quanto TV?

Já falei aqui algumas vezes sobre a Quarterlife. De diferente nela está que não se trata de uma das infinitas séries, filmetes ou novelas produzidos por amadores a baixo custo para a Web. Trata-se de uma produção de primeira, com fortes patrocinadores, que querem retorno do investimento que fizeram.

Cada episódio tem gerado uma média de 100 mil views. Pra quem tinha experiência de escrever para milhões, como o premiado roteirista e produtor Marshall Herskovitz, os valores alcançados até o momento são pouco impactantes. Em breve a série será exibida, com os pequenos capítulos compactados em maiores, pela NBC. Será que vai estourar? vale ler esse artigo do The New York Times (em inglês) sobre a questão.

Valem também algumas perguntas. Por exemplo: é aplicável na web a mesma expectativa de audiência absoluta, ou seja: a incontestável eficiência da web como meio para nichos funciona também com a comunicação de massa? Mais uma vez outra batida recorrente: seriam o tempo de envolvimento ou a participação na rede social critérios mais relevantes (a série é exibida no YouTube, MySpace e numa rede social Quarterlife) do que os views? Mesmo atingindo menos público, o nível de intensidade do approach das marcas na web é similar ao da TV?

Claro que não se trata de uma “brigada contra a TV”. Acredito que sejam apenas algumas das muitas perguntas que iremos nos fazer por um bom tempo até que comecemos a conhecer minimamente a relação que nós mesmos temos (ou teremos) com a web.

Ah, se você quiser matar a saudade das séries de TV enquanto os roteiristas continuam a greve, clique aqui.

Roteiristas em greve vão pra Web

A tão falada greve dos roteiristas antecipou a migração de profissionais de TV para a Web. Vi a notícia no Inside Online Video. A produtora de entretenimento digital Worldwide Biggies aproveitou a disponibilidade de profissionais qualificados para produzir a série The Void. Os três contratados têm experiência em programas de grande tradição e audiência, como, por exemplo, Saturday Night Live.

O movimento talvez não dure apenas uma greve. Pesquisas mostram que 75% dos americanos conectados web assistem a vídeos online. Não toa cada vez mais a publicidade recorre aos vídeos online.

MTV, listas dos melhores e otras cositas

Sabadão na espera de mais sei lá quantas confraternizações, hora boa de atualizar a quantidade imensa de infrmação que “nos obrigamos” a consumir. Pra não ficar totalmente solto, tentarei agrupar mais ou menos:

- Se no Brasil o tema foi o fim da revista da MTV (mais uma…), lá fora eles estão conseguindo, em parceria com a Associated Press, grande buzz com a mobilização de 51 jovens que, de diferentes locais, farão a cobertura das eleições americanas utilizando diversas possibilidades de conteúdo via web. As reportagens estarão disponíveis no MTV Mobile, ThinkMTV e nos mais de 1,8 mil sites afliados da Associated Press´s Video Online Netrwork. Veja mais detalhes no Jornalistas da Web, Periodismo Ciudadano e/ou Lost Remote.

- O que mais tem fim de ano são listas. Tem lista dos 10 blogs mais populares do Brasil, dos vencedores do Open Web, dos finalistas do Digital Edge, posts favoritos de 2007, uma infinidade de listas (aqui tem outras que guardei), todas valendo a pena ser checadas. Pra economizar tempo, vai ao Fimoculous onde estão agregadas 485 listas.

- Acabei de ver, ainda não li, mas é, como de costume, boa a dica do blog do Grupo de Jornalismo Online da Bahia com a publicação de “Publisher´s How-To Guide Web 2.0″.

Web mexe com eleições americanas

Na foto acima estão os candidatos que mais chegam s páginas brasileiras na cobertura das eleições americanas de 2008. Aqui mesmo já falamos como eles estão querendo ocupar todos os espaços possíveis na web, sempre tentando se viralizar, numa busca pela participação que muitas vezes chega a soar meio boba.

Quem anda pegando pesado mesmo na Web é um candidato até então fora do primeiro time. O site de Ron Paul evidencia a postura 100% web 2.0 de sua campanha. Ele tem nada menos que 86% dos votos (3.583 votos), contra, por exemplo, 1% (54 votos) de Rudy Giulliani. Totaliza mais do que o dobro da soma de todos os democratas. É o líder disparado nas primárias do TechCrunch.

Se essa disparidade aconteceu após a análise comparativa dos usuários de suas plataformas para a tecnologia em relação a outros candidatos? Duvido. Aposto muito mais em uma ativa equipe de geeks pagos para fazer seu websurfing. Vá ao Digg e veja lá quem tem mais votos. Claro, Ron Paul disparado de novo, com o dobro do segundo colocado Barack Obama.

Óbvio que ninguém é louco de pensar que significa que ele vá ser o candidato republicano e vá ganhar as eleições por isso. Lógico que não. Por outro lado tente imaginar o salto de visibilidade dado por um candidato considerado de segundo time que fica no topo de dois dos links de maior audiência do planeta, que repercutem em incontáveis outras publicações (na web ou não). A “guerrilha web” com certeza vai se intensificar. Vamos ficar atentos.

Via Paris Lemon.

Em busca da nova narrativa

Já repeti umas trocentas vezes por aqui minha opinião: a grande busca é de uma nova forma de narrativa. Interatividade é mais do que abrir para comentários, hipermídia é mais do que oferecer link, multimídia é mais do que inserir um vídeo. O grande segredo deve ser olhar para isso tudo e pensar no “menos” e não no “mais”. A busca da essência é mais complicada do que um somatório de diferentes itens.

O blog Multi Media Shooter mostra mais uma tentativa legal nessa busca: o Nawlz. Esse tipo de experimento é fundamental para se chegar algo novo. É cavando que se encontra o buraco. Até mesmo idéias aparentemente mais simples como exibir dois vídeos paralelos (ou não) com visões divergentes do mesmo tema, pode ser um bom alerta para novas possibilidades.

Davos 2.0

Esqueça o coquetel molotov. Se você quer ser ouvido pelos grandes líderes na próxima reunião do Forum Econômico Mundial, que acontecerá de 23 a27 de janeiro na Suíça, tente o canal do Forum no YouTube. As perguntas mais votadas serão exibidas num telão pros “donos do mundo”.

Digamos que ainda é uma forma de participação muito tímida, pegando gancho da parceria do YouTube com a CNN pros debates das eleições americanas. De qualquer forma, se é possível fazer um vídeo de casa e correr atrás pra ser votado, sem muito esforço, por que não tentar emplacar uma questão que gere algum tipo de situação nova nesse forum?

Veja mais detalhes no Inside Online Video.

Emprego bom é em casa

Você já pensou que alguém poderia deixar seu emprego numa emissora de TV pra trabalhar num blog que cobre o próprio bairro? Se você acha que é loucura, leia esta notinha (em inglês) do Lost Remote. Tracy Record é a responsável pelas matérias e o marido pela parte comercial do West Seattle Blog, sucesso entre moradores das redondezas. A aposta de Tracy é capitalizar a possibilidade de uma cobertura hiperlocal, com toda a familiaridade de quem ali convive, o que jamais será possível a um grupo de comunicação.

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