Interatividade e o boom dos vídeos

1) Campanha bem legal criando uma interativade interessante como Felipe Massa. Além do vídeo acima, tem outro e os detalhes da campanha no Sim,Viral.

2) Mais do que falada esses dias a estréia da IPTV em Brasília. A galera vai receber seus set top box em casa, tudo certinho. Como não tem regulamentação para IPTV no Brasil, o Videon (nome de batismo) ficará disfarçado de apêndice de TV. Vale ler a matéria da IT Web.

3) A Microsoft vai anunciar mais uma investida em TV via web. Como não tenho XBOX, meu Windows não é Vista, é pirata e eu não estou na Gringolândia, não terei a menor chance de ser user-test. Eles ainda não conseguiram dar a reviravolta que tanto desejam em TV online. Nem sequer o Silverlight conseguiu grande repercussão na briga com o Flash.

Faça a sua própria série

O fenômeno tomou corpo. Cada vez mais as séries caseiras estão se tornando sucesso dentro de segmentos específicos de público. Não foi toa que o jornal Estado de São Paulo teve que se render ao movimento, como mostra esse post do Blog de Guerrilha.

Uma das séries destacadas pela matéria é a Babilônia 1981, supostamente feita em casa por três colegiais dos anos 80. Além de uma comunidade no Orkut, eles estão ocupando outras plataformas como a TV Fiz e o Videolog.

O vídeo abaixo sobre lendas urbanas, rememorando “causos” como a Loura do Banheiro e o Vendedor de Drogas na Porta da Escola está impagável. A Sony que se cuide…

O email ainda manda

Pesquisa feita na Gringolândia mostra que email-marketing ainda é a ferramenta mais utilizada em campanhas publicitárias. Com 83% de adesão deixa pra trás anúncios display (73%) e buscas pagas por palavra-chave (63%). ferramentas web 2.0 como wikis, blogs, games online widgets, mundos virtuais e redes sociais ficaram com 44%.

No Brasil há 9 milhões de leitores de blogs, ou seja, 46% dos brasileiros que acessaram a Web de casa em 2006.

As coisas estão mudando…

As possibilidades com “novas mídias” são infinitas. Dando uma geral nos feeds e emails, que s segundas são sempre mais agressivos, separei três dicas bem legais:

- Voice Thread- Dia do René de Paula. Rede social baseada em vozes simplesmente fantástica. Muito legal.

- The Economist se alia a blogs - Em vez da briga boba contra a liberdade de proliferação de conteúdos, o The Economist está liberando o conteúdo em primeira mão para que os posts dos blogs funcionem como teasers, aumentando a audîencia do The Economist online.

- Aprenda línguas em redes sociais - Tudo de graça, baseado no contato direto com nativos da língua que você deseja aprender. Pode ser pelo Mango ou pelo LiveMocha.

TV cai, Web sobe

Pesquisa feita pela IBM mostra que TV está caindo em desuso. Claro que a pesquisa foi feita em países com níveis de desigualdade social muito mais amenos do que o nosso e oferta de banda larga muito mais ampla. Por aqui infelizmente o fenômeno acontece ainda de forma muito restrita s camadas mais favorecidas.

Mesmo assim não dá para não considerar resultados recorrentes de migração de mídia preferencial como fortes indicativos de uma revolução de costumes que, aos poucos, vai chegando ao Brasil também.

Todo mundo já falou

O Sérgio havia me mandado há umas duas semanas. Depois vi em vários blogs. A dica é excelent, pena que mais uma vez com a experiência atrapalhada pela nossa porcaria de banda larga.Pelo menos aqui em casa as tradicionais paradas para buffering foram constantes.

Ainda vale comentar a campanha Fight for Kisses, da Wilkinson, pela excelente aplicação de ferramentas a um bom conceito. Primeiro passo: não adianta ter um milhão de ferramentas a mão se não houver um bom conceito. E nisso a campanha vai bem.

O vídeo mostra com uma animação muito bem feita que os bebês sempre tiveram a supremacia da atenção materna. As lâminas, no entanto, haviam proporcionado aos pais uma pele tão macia quanto a dos bebês, o que garantia a eles crédito para dividirem com seus pimpolhos o amor materno.

O roteiro ultra-psicanalítico chega ao final do vídeo numa guerra declarada entre pai e filho pelo amor da mulher da casa. Quem faz a guerra é você, num game em que os dois de fato se digladiam. Uma ação de potencial viral forte, que ganhou divulgação espontânea bastante considerável e vende muito bem o conceito que eles desejavam transmitir.

Startup natimorta

O movimento da NBC em oferecer suas séries gratuitamente para download - mesmo com o atraso de uma semana, quando já estará em todos os torrents, como bem frisou o Silvio César, do excelente Tapiocaria - tem diversas implicações interessantes.

Antes de tudo sinaliza que Vint Cerf sabe o que está dizendo quando aposta que o modelo de negócios que vai fazer frente pirataria será a distribuição gratuita de downloads bancada por publicidade, e não streaming com chamadas online. Outro ponto interessante levantado pelo Pronet Advertising é que com a mudança de estratégia a NBC aparentemente mata a sua startup Hulu, ainda em private beta, prevista para entrar no ar em outubro com exibição das primeiras séries da emissora em streaming num player próprio.

Outra possibilidade legal seria enfim a prova real, seguir nos dois caminhos para sairmos do campo das especulações para saber o que o usuário vai adotar.

Novos broadcasts

Olha que interessante: a Shiny Media é um, digamos, conglomerado de blogs. De cara me lembrou o case da Gawker Media, até onde sei o primeiro a oferecer um leque de blogs pra variados públicos-alvo - e anunciantes.

Três dos blogs da Shiny Media, um de tecnologia, um focado no público feminino e um de moda, terão seus conteúdos disponibilizados numa Tv Online. A empreitada é resultado de uma parceria com a ROO Media.

Ou seja: uma rede de blogs que retro-alimenta a sua audiência, abrindo espaço para blogs sobre temas específicos, com novas possibilidades de atrair investidores de diferentes segmentos. Depois de criar afinidade com leitores passa a gerar um conteúdo em forma de vídeo, agregando mais ao seu produto, focado em um target supostamente fidelizado.

Interessante o detalhe que a ROO Media fechou acordo semelhante com os jornais Sunday Mirror e Daily Mirror, o que com certeza gera fluxo ao seu negócio, tornando-se mais atrativo para abrigar mais conteúdos. Uma equação que a priori tende a ser um interessante modelo de negócios para todos, inclusive para o usuário.

Leia a notícia em inglês e/ou em português.

TVs lutam pra não morrer

O título está no plural, mas vamos tomar como base a NBC. Ela já andou vendendo “a alma ao diabo” pra tentar estancar a perda de audiência para plataformas livres como o YouTube. Não adianta. Muito tarde as corporações começam a entender que não vão manter seus lucros mantendo modelos de negócios viciados. Quando vão contra a disseminação de conteúdos, estão indo contra seu próprio público-alvo, estão indo simplesmente contra pessoas - ou potenciais consumidores.

Há uma semana, por questões de política de preços e, segundo executivos da NBC, falta de controle contra pirataria, a empresa tirou seus downloads do Itunes. Agora ela mesma irá oferecer seu conteúdo gratuitamente para download, ficando a conta para ser paga em cotas de publicidade.

Séries como Heroes e The Office serão disponibilizadas após uma semana de sua exibição e deixarão de estar disponíveis após essa semana. Num segundo momento, previsto para o meio do ano que vem, a NBC deverá cobrar algum valor pelos downloads. Leia a notícia em português aqui.

O modelo, a princípio, tem tudo para ser interessante, já que como prazo restrito para download subsidiada por cotas de publicidade, quanto maior for a escala de downloadas em cada período determinado, o que proporciona ciclos de investimento, maior será o retorno do anunciante.

Inspire-se

Na dita Web 2.0 a diferença entre o isso e o “quase isso” é muito significativa. Muitas vezes o tão buscado pulo do gato. No meio de algumas coisas que aparentemente já vimos muitas vezes, no TechCrucnh 40 tem outras muito legais de cara como o turco BeFunky. Vale muito a pena entrar no link do evento para conferir startups muito interessantes e dar asas s suas idéias.

Entre elas, no Demo Pit - onde chamou muito a atenção o editor coletivo Kaltura -, está a brasileira We Show , que também conta com uma versão gringa. Aliás, o Fabio Seixas, responsável pelo marketing do We Show, fez a cobertura completa do evento com notícias atualizadas em tempo real pelo Twitter. O Mint.com levou as 50 mil doletas de prêmio.

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