Agências “se vendem” no YouTube

Mais uma via Meio & Mensagem.

Dessa vez são grandes agências, e agências querendo ser grandes, tentando se tornar virais. Em alguns casos o feitiço tem tudo para virar contra o feiticeiro e, em vez de funcionar como chamariz, fatalmente funcionarão como peso contrário quando algum cliente tiver que decidir por uma agência. Pelo menos são agências se expondo ao risco, indo contra o velho questionamento de “como propaganda vale tanto se as próprias agências não fazem propaganda de si mesmas?”.

Almap BBDO explica porque é a “a única agência do mundo”.

A Aktuell apostou em uma colagem de mais de 4 minutos com imagens antigas para explicar o que ela tem de diferente.

A capixaba 4Ps, destaque no Festival de Gramado com três galos de ouro, resolveu usar uma música do ministro Gilberto Gil e fazer um clipão com imagens da equipe.

A Euro RSCG Brasil aproveitou o sucesso da onipresente “Vai Tomar no C…” para transformar em “Vem Tomar Café”.

Como não deveria deixar de ser, até o Google, empresa proprietária do YouTube, resolveu mostrar como funciona a versão brasileira do YouTube.

BBC On-Demmand & MySpace brazuca

A BBC anunciou ontem que entrará pro time dos canais com programação sob demanda via web. Os programas ficarão disponíveis gratuitamente, sem anúncio publicitário, para download, na semana de sua exibição. Depois desse prazo ainda poderão ser visualizados online por 30 dias. Além do site da BBC, os programas estarão disponíveis para serem assistidos pelo YouTube e via celular. A rede inglesa está negociando com outros parceiros para distribuição de conteúdo, entre eles o MySpace.

Veja na Reuters mais informações sobre o projeto que está sendo testado por 15 mil pessoas, passará por uma plataforma de testes em tempo real 27 de julho e deverá entrar no ar no fim do ano.

E falando em MySpace, além do assunto que tem se repetido nas últimas semanas, de sua venda da Fox de Rupert Murdoch para o Yahoo, a grande novidade é que ele, assim como recentemente fez o YouTube, terá sua versão em português. Como o Meio & mensagem exige cadastro, segue notícia na íntegra:

Shawn Gold, vice-presidente de marketing e conteúdo do MySpace, tem planos ousados para o site de relacionamento para os próximos anos. Quer estar presente na Ásia – especialmente no Japão e na China – e ampliar a participação do produto em toda a América Latina, especialmente com a criação de um site regional para o Brasil.

A proposta é semelhante a que foi apresentada recentemente pelo Google para o YouTube (leia aqui): localizar a ação de cada website, trazendo conteúdo local, em língua local, sem perder a interação global a que o site se propõe.

Entrevistado pelo âncora da CNN em espanhol Alberto Padilla durante palestra na AdTech Miami, Gold traçou um perfil atual do website, pertencente Fox, do conservador empresário Rupert Murdoch. O executivo da internet, aliás, demonstra gostar pouco de ver a imagem do MySpace associada Fox. “Eles são uma empresa tradicional e conservadora, nós somos mais abertos”, diz.

WeShow

O vídeo acima é do WeShow gringo. A partir de hoje o WeShow está disponível numa versão brasileira. O conceito é de agregador de vídeos, escolhendo os melhores de diferentes plataformas como YouTube, DailyMotion e outros. Uma boa novidade é um índice com mais de 200 canais que irá facilitar a busca de vídeos dentro de uma área de interesse específica.

Outro bom gancho é a produção de conteúdo próprio com diversos programas da TV WeShow dando dicas de vídeos, longas-metragens, tutoriais e outros serviços. Quem se cadastrar, ainda recebe sugestões de vídeos por email. O WeShow ainda conta com um prêmio mensal dos melhores vídeos.

O projeto está sendo tocado por Marcos Wettreich, um dos criadores do IBest. Mais informações na Info.

PS. Acabei de saber pelo Radinho que Fabio Seixas também faz parte da equipe. Entre no blog dele para ter mais informações sobre o WeShow.

Internet cresce no Brasil

Embora a passos muito mais lentos do que no chamado primeiro mundo, a internet cresce no Brasil e ganha espaço no bolo publicitário. Basta dizer que apenas no primeiro quadrimestre de 2007 o crescimento foi de 41,96%, com impacto de faturamento de 54,67%. Vamos a outros números:

- 33 milhões de brasileiros tem acesso Web. Em quatro anos o crescimento foi de 67%. A previsão é de que até o fim do ano sejam 37 milhões.

- em dezembro de 2006, 14,4 milhões de visitantes únicos acessaram a internet de suas residências. Visitante único é o indivíduo com um endereço de IP (número de identificação de cada computador) registrado apenas uma vez no período analisado. A estimativa é de que em dezembro de 2007 sejam 18 milhões de visitantes únicos residenciais.

- entre dezembro de 2005 e dezembro de 2006 o aumento no número de conexões banda larga foi de 40,1%. A perspectiva é que em 2010 sejam 10 milhões de conexões de banda larga.

- o internauta brasileiro é um dos recordistas em tempo de conxão. Em abril foram 21 horas e 43 minutos por usuário residencial.

Para saber mais números, principalmente os ligados publicidade na internet e relação com outras mídias, vá ao Viu Isso? e leia o relatório do Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil).

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Compartilhar é lucrativo

A capa da revista Time do final do ano passado elegendo o usuário comum de web, ou seja, eu, você ou seus sobrinhos, como a personalidade do ano por “controlarmos” a Era da Informação, foi um marco na consolidação do que foi convencionado chamar de Web 2.0.

Embora essa participação seja cada vez mais a grande força geradora de conteúdo da Web - o chamado user generated content (UGC) -, muita gente ainda questiona sua viabilidade como modelo de negócios. O relatório “User Generated Report”, da EMarketer, aponta boas perspectivas.

Na era em que coletivos formados anônimos supostamente terão mais influência em tendências e hábitos de consumo do que as agências publicitárias, a coisa começa a mudar. A previsão é que em 2011 o lucro obtido através de novas formas de publicidade utilizando redes sociais e outras ferramentas Web 2.0 chegará a 4,3 bilhões de dólares. Ano passado o valor atingido foi de 450 milhões e para este ano espera-se 1,04 bilhão.

A pesquisa foi encomendada por empresas que são a cara do “fenômeno Web 2.0″, como MySpace, YouTube, Facebook e Photobucket. Leia a nota completa no IDGNow.

O sucesso das dublagens

Mais de 270 mil pessoas já assistiram ao filmete acima, onde, por conta das molecagens muito bem feitas por dubladores, as inocentes brincadeiras de Chaves e sua turma viraram papo de traficantes em boca de fumo.

A brincadeira é antiga, muita gente fazia bem antes da popularização dos computadores pessoais. A diferença é que com o YouTube elas estão aí pra todo mundo se divertir. Essa matéria da Link fala sobre o tema, com dicas pra alguns vídeos dublados.

Mais uma vez algo que surge como brincadeira ganha repercussão e conseqüente poder comercial a ser explorado. Não foi toa que a MTV criou o programa Tela Class exclusivamente para divulgar as dublagens de Hermes & Renato, como “Garras de Baitola” (abaixo).

O Leão da Diesel

Fantástica a ação da FarFar ganhadora do Leão de Cannes. Para lançar a nova linha de underwear da Diesel, eles promoveram uma verdadeira festa cênica, bem dionisíaca diga-se de passagem, via web.

A história era a seguinte: duas mulheres invadiram e tomaram conta do site da Diesel (a ação não está mais no ar. Veja aqui) sob pretexto de virarem modelos famosas. Seqüestraram um vendedor da loja, aprontaram um monte exibindo as peças íntimas das mais variadas formas. Até a logo da Diesel no site elas adulteraram. Pintaram e bordaram. Tudo transmitido ao vivo.

Nesse link a FarFar explica a campanha. Fotos no Flickr, seis câmeras ligadas por quatro dias gerando incontáveis vídeos no YouTube e outras plataformas, uso de redes sociais como MySpace, interatividade real com as moças atendendo a centenas de milhares de mensagens dos usuários. Muito, muito legal.

Banco Mundial 2.0

Sobre o Banco Mundial o que mais repercutiu no último mês foi o pedido de desculpas e conseqüente risco de queda do presidente Paul Wolfowitz por ter beneficiado sua namorada na estrutura interna do banco. Verdade? Talvez sim, talvez não. Apenas uma suposição.

Entidades da magnitude do Banco Mundial, com penetração em diferentes países e culturas e ações de larga escala, onde mexem com interesses conflitantes, são notícia o tempo todo em inúmeros idiomas. Entender e lidar com tantas opiniões não é fácil. Antes de tudo é indispensável conhecê-las. Para saber o que as pessoas estão falando sobre o banco eles primeiro foram agregando feeds via RSS de todos os blogs que conseguiam.

Foi pouco. A impressão era de que o caos continuava a imperar e nele muita informação passava despercebida. Por isso agora o Banco Mundial lança o The BuzzMonitor, um super-agregador de código aberto, na tentativa de tirar da internet o máximo de informação possível. A melhor forma? Distribuindo ferramentas e indexando palavras chaves da Web 2.0 ao seu próprio discurso: agregue, colabore, participe.

A entrada do Banco Mundial nas redes sociais é explicada nesta matéria que tem uma muito interessante apresentação de powerpoint explicando a relevância da participação popular via web para o Banco Mundial. A iniciativa, aliás, está dentro da proposta de direcionamento comportamental, onde cada vez mais as empresas e corporações se aprofundam ao perfil das pessoas para só oferecer o conteúdo que elas desejam.

Via Roberta Zouain, no Radinho de Pilha.

YouTube Broadcasting

O YouTube começa a encontrar seu modelo de negócios ou se rendeu de vez ao velho sistema de distribuição de conteúdo? A pergunta deve começar a rodar mundo afora com as novas parcerias firmadas pela empresa do Google. Agora com a versão brasileira totalmente em português, o YouTube fechou parceria de conteúdo com a TV Globo, IG e Terra.

Já estão disponíveis os episódios de Malhação e em breve mais conteúdos globais. A abertura de conteúdo da Globo é muito relevante e mostra a mudança de cenários, já que antes era disponibilizado apenas pelo Globo.com. Mesmo nas TVs a cabo da Globosat a liberação de conteúdo é limitada. Os conteúdos do Terra e IG também estão oficialmente disponíveis.

Microsoft mais perto de uma nova TV

Só mesmo alguém muito desinformado se assustou quando Bill Gates afirmou no início do ano em Davos que a forma de assistir TV seria revolucionada em cinco anos pela internet. Há mais tempo que isso o homem mais rico do mundo e sua Microsoft apostam nessa convergência. Suas últimas investidas foram o XBOX360 e agora o Microsoft Mediaroom.

Trata-se de uma nova versão do antigo Microsoft IPTV, com todas as ferramentas de desenvolvimento para criação e teste ou emulação de aplicações de TV, exemplos, documentação completa, website, suporte técnico, treinamentos e atualização da plataforma.

O comercial foca nas mudanças da televisão, e como agora ela serve para compartilhar arquivos, ouvir, músicas, assistir programas ao vivo ou gravar para outro momento, enfim na convergência com outras mídias digitais.

A Microsoft acaba de lançar também o blog Ócio 2007 para demonstrar as funcionalidades do Office 2007 e, nos próximos dias, a Microsoft Brasil irá anunciar, em parceria com Intel e Megaware, o Eonde, que promete acesso via internet a filmes, shows, TV, músicas e games, tudo on-demmand e pago. Vamos ver se o modelo de negócios vinga no Brasil.

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