Eles que falem por nós

O que vale mais: se eu te falar bem de um produto que eu fabrico e vendo, ou se alguém que não vai ganhar um centavo com isso falar bem do meu produto?

Essa é mais uma antiga máxima que campanhas online, com seu poder de interatividade, colocam em prática. O lançamento do Toyota Auris utilizou em sua divulgação de um expediente cada vez mais comum na internet.

Os caras queriam mostrar o interior do carro transmitindo como é a experiência de estar dentro de um deles. Test-drives são bons caminho, mas como oferecer test-drives pro máximo de gente possível?

A OgilvyOne de Atenas resolveu convidar blogueiros locais a ficarem com o carro por uma semana e postarem em seus blogs suas impressões. Todas as opiniões, fotos e vídeos também iriam para um blog central da campanha. Pra facilitar a vida dos blogueiros, eles ainda ganhavam uma câmerazinha de presente.

Ao mesmo tempo, um banner da campanha oferecia para o público geral a chance de fazer o test-drive concorrendo a um final de semana num quatro estrelas grego com o carro disposição.

A campanha durou 10 dias. 85 blogueiros tentaram participar, 15 foram selecionados, 55 posts foram escritos, comentados 175 vezes. O AurisBlog teve 51 mil visitas, sendo 42 mil visitantes únicos, 2 mil test-drive foram solicitados, somando 50% das requisições em todos os canais, incluindo telemarketing, ponto de venda, eventos e outras promoções.

Via Adverblog.

Viva a concorrência

O Microsoft Surface é a nova ficha jogada por Bill Gates na mesa. O enorme poder de marketing de empresas como Microsoft, Google e Apple faz com que tudo que eles lancem tenham um apelo de revolução. Nem sempre é bem assim. O Surface é uma tela de 30 polegadas em forma de mesa onde o usuário não precisa nem de mouse nem de teclado. Para operar, basta tocar a tela com os dedos.

Lembra muito terminais “interativos” existentes em aeroportos e locadoras de vídeos. Com os mesmos problemas como o desgaste do suor e sujeira no toque com dedos e, no caso específico do Surface, a questão do conforto. A impressão é que a mesa não permite uma condição ergométrica adequada para o manuseio, dando uma baita dor nas costas em quem tiver problemas de coluna. Já houve também macmaníamos comparando sua interface com a do Iphone.

Claro que um projeto há tantos anos engavetado não seria solto pela Microsoft sem razões para deslumbre. O computador também reconhece e interage com outros aparelhos colocados sobre sua superfície, de modo que usuários de celulares poderão comprar ringtones facilmente ou alterar os planos de telefonia móvel colocando seus celulares sobre as telas de máquinas instaladas em lojas, ou um grupo de pessoas sentadas em torno de um Surface poderá olhar as fotos armazenadas em uma câmera digital colocada sobre a superfície.

Para quem se interessa em gerar conteúdo, o importante dessa “revolução diária” provocada pela fortíssima concorrência do mercado de tecnologia, é a renovação constante de novas oportunidades e ferramentas para fazer aquilo que o homem faz desde sempre: se comunicar, se comunicar, e se reinventar sempre através da comunicação.

Mais informações na Info.

A primeira impressão

Quando uma agência tradicional de publicidade cria uma campanha, normalmente o que mais a atrai é a peça que irá causar muita repercussão, de preferência pela TV pra garantir o BV que paga o salário de todo mundo.

Semana passada enviamos esse link, com os cartões acima e outros, para os amigos da Espalhe Marketing de Guerrilha, empresa que trouxe para o Brasil o conceito de Marketing de Guerrilha, de “não compre a mídia, seja a mídia”. Resumindo, a grosso modo, podemos dizer que eles fazem pelo cliente o que muitas das agências não fazem, que é tentar o melhor resultado pelo menor custo.

Enfim. O link foi parar no Blog de Guerrilha, conseguindo uma boa repercussão em outros blogs e comunidades virtuais focados em internet e comunicação. Vale a pena ler o post. Entre outras coisas ele cita que Jay Conrad Levinson coloca entre 100 armas de marketing o cartão em nono lugar.

Vendo os cartões, diga se este não é um investimento simples que vale a pena. Ou melhor, se eles não chamariam a atenção a ponto de você guardar ou até mesmo passar adiante.

O poder do pornô

O Wagner Martins, mais conhecido como o Mr Manson do Cocada Boa, sempre diz “brincando” que para se ter certeza que seu vídeo viral irá mesmo se espalhar pela internet, basta exibir “uns peitinhos”. Há muitos anos no posto de uma das maiores celebridades da internet brasileira, e responsável por vários cases com seus boatos, ele sabe o que diz.

O vídeo acima pode ser visto como um excelente viral da Good Magazine ou mesmo da “menina” que cede seu corpo para melhor exposição de dados e divulga sua URL visitada 3.412 vezes por dia. Não sei a origem das informaçõe, mas vamos lá:

- 12% dos sites existentes são de pornografia.

- 25% das buscas são de pronografia

- a palavra mais buscada é sexo

- 35% dos downloads são de natureza pornográfica

- a cada segundo 28.258 pessoas assistem pornografia pela internet.

- o lucro gerado pelo pornô na internet americana em 2006 foi de 2,84 bilhões de dólares.

- 72% dos aficionados em pornografia são homens.

- 70% dos acessos a conteúdos pornôs são durante o horário comercial.

- são estimados 372 milhões de sites pornôs

- a cada segundo 89 dólares são gastos em pornografia pela internet.

- a cada dia surgem 266 novos sites pornôs

Tem mais alguns dados no vídeo. O interessante é que muitos precipitados dirão: “a internet só tem pornografia!”. Esquecem-se que tudo isso sempre existiu, e, mais ainda, a internet é apenas uma maravilhosa ferramenta que conecta pessoas. Quem produz e distribui conteúdos somos nós. Mais ainda: quem vende e compra produtos também somos nós.

E aí está o mais interessante da produção e distribuição de conteúdo na internet, e do poder de segmentação dentro do que se convencionou chamar de Cauda Longa. Seja qual for a sua área de interesse, será muito difícil, quase impossível, você não encontrar conteúdo sobre o tema que deseja, seja em sites, blogs ou foruns. Você vai encontrar. E essa é a sua internet. A que você encontra o que busca, que você interage com quem tem afinidade.

Via Revista Pix.

Escolha a música da campanha da Hillary

Quando alguém utiliza o poder de interação da internet provocando as pessoas a colaborarem, deve sempre mensurar com cuidado até que ponto está preparado pra receber críticas e o quanto os comentários negativos irão pesar dentro do buzz gerado. Resumindo: tenha certeza que seu telhado não é de vidro, e avalie bem os resultados que você espera, ou não, da sua ação.

A Hillary Clinton, por exemplo, pediu aos seus eleitores ajuda pra escolher a música tema da campanha. Houve quem achasse que ela deveria estar clamando a participação popular para debater “temas mais sérios”. Críticos de TVs levantaram debates, blogs e sites comentam o assunto, partidários se mobilizaram em dicas, republicanos aproveitaram a deixa pra cair em cima de gozação.

Mais de 130.000 pessoas já votaram desde maio, segundo a assessoria da campanha. Apenas uma mostra do que virá pela frente, ano que vem, quando a ainda tímida batalha pela internet e demais mídias deverá ganhar contornos nunca antes vistos.

As músicas finalistas são “Suddenly I See”, de K.T. Tunstall, “Rock This Country!”, de Shania Twain, “Beautiful Day”, do U2, “Get Ready”, dos Temptations e a versão feita pelo Smash Mouth do clássico de Neil Diamond “I’m a Believer”.

Entre as sugestões deles estão “Meneater” (Mulher fatal), de Hall & Oates, “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want” (Por favor, deixe-me conseguir o que eu quero), do The Smiths, e “Bitch” (Vagabunda), dos Rolling Stones.

Também foram sugeridas as canções “It’s the End of the World As We Know It” (É o fim do mundo como o conhecemos), do R.E.M., “Before He Cheats” (Antes que ele traia), de Carrie Underwood, e “Disaster Waiting to Happen” (Desastre prestes a acontecer), de Jefferson Denim.

Via A Tarde.

E aí, ainda não tem convite pro Joost? O primeiro a comentar, ganha.

SeloPostPremiado

Mobile TV

O marketing móvel, ou mobile markteting, é de um potencial inquestionável, afinal mais de 100 milhões de brasileiros estão conectados por seus celulares o tempo todo. Imagine que você pode ser impactado por uma informação exatamente quando passar perto daquela loja que tanto gosta. Claro que esse é só um dos pontos.

Celulares há algum tempo deixaram de ser apenas telefones móveis para se tornarem pequenas centrais de entretenimento onde se tira foto, grava-se vídeos, baixa-se músicas, joga-se games, permite diversas formas de diversão e interação.

Por outro lado ainda há uma esfinge cheia de enigmas no meio do caminho. Além do desafio da questão tecnológica, onde estamos há anos luz de países como Japão ou Coréia, existem outros pontos importantes como privacidade (questão que sempre rende debates, mas é deixada de lado quando se percebe possibilidade de receita) e que tipo de conteúdo deve ser oferecido.

Já há empresas brasileiras focadas nesse mercado, como a Moovie, que se prepara para em poucos anos ser geradora de conteúdo 100% focado em cinema. A OI também vem testando o modelo com iniciativas como a Parafina, baixada via wap, fora os vários concursos corporativos de “faça um filme com seu celular e ganhe…” ou festivais de cinema para filmes feitos com celular.

Embora ainda não seja maciço o consumo de conteúdo, a aposta de muita gente é que em muito breve o panorama irá mudar. Partindo daí, não falta que queira sair na frente. A produtora SK8, por exemplo, está produzindo uma série de suspense exclusiva para celular, chamada “Cativeiro”, com 12 capítulos de 35 segundos. Seguem mais informações, via Tela Viva:

Embora a gravação tenha acontecido em apenas um final de semana, foram necessários mais de três meses de testes e laboratórios com os atores. A produção foi feita em conjunto com a Prosol e custou menos de R$ 10 mil. A série está em fase de finalização e será oferecida para diversas operadoras.
Segundo Peçanha, dependendo do interesse das operadoras, a história pode se desdobrar e ganhar novos capítulos. “Há espaço também para propor alguma interatividade com os usuários“, sugere o executivo.
Peçanha, que hoje, além da SK8, presta consultoria para a Endemol Globo, acredita que o mercado de vídeo no celular pode crescer muito se os preços baixarem mais. “Hoje, o vídeo mais barato custa R$ 0,99. O ideal seria custar poucos centavos. Algo entre R$ 0,30 e R$ 0,50“, propõe.

Você é o show

 

Lembra do filme “O Show de Truman“? Se não viu, veja. É um banquete para alguém beira da esquizofrenia, ou para esquentar discussões platônicas sobre o que é ou não o real, ou até mesmo se ele existe. A trama é sobre um cara que, sem saber, desde o nascimento foi personagem de um show de TV. Sua vida inteira era uma farsa.

Coisas do passado. A moda é ser voluntariamente filmado o dia inteiro. E ninguém precisa de Big Brother pra isso. Neste blog já demos algumas dicas de como montar a sua emissora online. O maior expoente desse “movimento” de EuTV ainda é o Justin.TV. O negócio é tão promissor que a atriz Natalie Portman foi correr atrás de investidores pra mostrar sua própria vida.

Esse artigo (via René de Paula, do usina.com) fala exatamente sobre isso. Plataformas de compartilhamento de vídeos como as já citadas no post sobre como montar sua emissora online e outras como Blip.TV e SplashCast já garantiram e estenderam pra mais de 15 minutos a fama de gente como Amanda Congdon, ZeFrank, Perez Hilton ( por que não a Paris Hilton também?) e William Sled. Vale lembrar que além do bem divulgado Ustream, há outras ferramentas de sites de streaming como o Stickam, LiveVideo e o Veodia.

 

E se você estiver pensando em criar seu próprio canal, lembre-se que você pode fazer isso de diversas formas, não apenas colocando uma câmera na sua cabeça, por mais que tenha gente que tope ver as imagens enquanto você dorme ou trabalha, com certeza você conseguirá tirar melhor proveito se conseguir focar melhor seu produto e mostrar atrações que despertem o interesse de algum target específico.

Não basta oferecer conteúdo, tem que ter foco

O lançamento do Windows Vista foi mais do que celebrado. Pra mostrar todas as novidades, a Microsoft lançou mão de um recurso nada inovador e nem por isso menos eficiente: uma revista impressa.

Agora chegou a vez da fotonovela digital Rafa & Tati. Tudo dá a entender que o foco não seja o pessoal habituado ao uso de tecnologia, nem muito menos um ousado plano de conversão de macmaníacos. Talvez a idéia seja atingir o usuário médio mesmo, e por isso tenha se optado por uma fotonovela, onde uma conexão ruim a princípio é menos frustrante do que num vídeo. Além disso, tanto o lay-out quanto a caracterização dos personagens lembram campanhas de varejão .

São suposições para tentar entender um conteúdo que, num primeiro momento, está gerando uma reação bastante negativa no pessoal mais ligado em gadgets e em marketing online. Vamos aguardar pra ver o que vem por aí. O link tem ao menos um atrativo incontestável: participe de um concurso de roteiros pra tentar ganhar um belo PC novo.

Jornalismo colaborativo

Clique aqui e leia um artigo sobre jornalismo colaborativo (ou open-source, ou ainda cidadão) escrito por Ana Maria Brambilla há dois anos, tomando como referência o coreano OhmyNews. Jornalismo colaborativo é, até por sua essência transformadora, assunto polêmico desde sempre.Nesse ínterim diversas grandes empresas de comunicação como BBC e CNN pegaram o gancho e passaram a remunerar pessoas que enviassem seus textos, fotos e vídeos considerados relevantes pelos editores.

Empresas brasileiras meio sem jeito tentam entrar na onda, mas ainda não encontraram o tempo nem o jeito o certo e correm o risco de dar com a cara na areia. Primeiro nossa realidade de inclusão digital e qualidade de conexão são muito diferentes da Coréia, o ue limita a própria participação. Segundo que segurar um modelo de negócios deste por aqui é muito difícil, assim como é difícil segurar o discurso da independência.

O G1 é um dos que estão de certa forma abrindo esse espaço - como na matéria da foto cima. De certa forma. É difícil acreditar que, por pertencer ao grupo que pertence, aceitasse uma matéria como esta do BrasilWiki falando abertamente sobre o filme “Muito Além do Cidadão Kane”, que narra a história de Roberto Marinho, e ainda desse o link pro vídeo na íntegra.Esse é um tema fascinante. Vale a pena ler uma nova reflexão de Ana Maria Brambilla feita recentemente sobre o tema.

Axe: uma ação melhor do que a outra

Todo mundo sabe do forte apelo sensual do conceito do desodorante Axe. É dentro dessa linha que a marca tem surpreendido sempre com excelentes ações online que têm ganho espaço em publicações pelo mundo todo, com alto potencial viralizante.

A última é a BeachShowerCam. O segredo do jogo é dar a temperatura certa cada etapa do banho da moça, o que, supostamente, todo homem deveria ser capaz de fazer. O fato é que aumentando o calor você ganha um “brinde” em forma de fetiche.

Outra ação muito legal é o filme Let the Game Continue. Não há forma mais divertida de se passar a “irresistibilidade” de quem usa Axe. Se você, que está assistindo ao vídeo, quiser, a desesperadora saga do rapaz continua. É um desespero daqueles que todo homem sonha passar um dia. Vale muito a pena ver o filme.

Outra ação recente muito marcante foi a do Million Axe Homepage (em português). Baseada na já “histórica” Million Dollar Homepage, pede seu cadastro e em troca te dá 100 pixels pra você tirar da foto e ver o que tem atrás. Conhecendo a linha de comunicação do desodorante masculino, o que você acha que pode ser?

Muito badalada foi também o vídeo de divulgação da campanha, criada pela agência interativa Cubocc. Uma “modelo” começa o vídeo dando um número de telefone onde encontra-la. Ao ligar pa lá, uma gravação com a voz dela te indica a um link onde teria fotos sensuais dela. Qual o link? Imagina.

Pra dar mais credibilidade, eles ainda tiveram o cuidado de criar o site de uma suposta agência de modelos. Pra instigar ainda mais o público-alvo, a modelo faz um strip-tease no vídeo. Não foi toa que mais de 500 mil pessoas já assistiram o “vídeo da Carol que vazou”.

Faça seu comentário e ganhe um convite pro Joost.

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