Tv a cabo pra quê?

Eu adoro Polo Aquático. Pois é, cada um com sua manias…

Como você pode imaginar, os jogos de Polo Aquático do Mundial de Esportes Aquáticos que está acontecendo em Melbourne (Austrália) não estão disponíveis em nenhum canal. E daí? Os amantes da modalidade em todo Brasil têm assistido aos jogos ao vivo por uma TV da Sérvia (onde o polo aquático é muito popular).

Quem não pode assistir na hora, vê poucas horas depois das partidas os melhores momentos em blogs de polo aquático como o meu, graças a uma parceria fraternal que desenvolvemos - é, somos uma rede de blogs sobre Polo Aquático cobrindo o vácuo deixado pela grande mídia - com um blog espanhol, que sobe todos os vídeos.

Pra quem acha que somos exceção, não somos. Representamos apenas uma tendência cada vez mais consistente 100% Cauda Longa de um nicho gerando e consumindo um conteúdo muito específico.

O vídeo acima é de uma matéria sobre o Joost. Se você nunca ouviu falar sobre a nova empreitada dos caras que criaram o Kazaa e o Skype, reveja suas fontes, afinal, o tema não é notícia apenas na internet, foi destaque em toda a imprensa, principalmente nos impressos, com direito a matérias gigantes e páginas amarelas da Veja.

Esse post do Interney explica o que é o Joost e fala sobre a revolução da TV P2P prevista por Bill Gates em Davos para acontecer em cinco anos. Eu baixei a versão beta do Joost e, mesmo com um PC capenga, posso assegurar: quando você vê a imagem tomando conta da sua tela inteira em alta resolução, você percebe a janela de um novo tempo se abrindo. E olha que nem estamos entrando nos méritos do on-demmand e da interatividade.

Que me desculpem os céticos: é muito difícil não acreditar numa breve mudança irreversível de valores.

Telejornal Caseiro

Foi através do excelente Propaganda Interativa que cheguei ao Jornal do André Amorim.

À primeira vista não é nada além de mais uma tosqueira na Web. É melhor olhar de novo: o cara está na 92° edição, foi muito assistido. E não é apenas a persistência seu único mérito. Nesse vídeo ele não se incomoda com a janela aberta deixando a luz estourar, uma cadeira no meio nada, a péssima leitura (embora a voz seja boa), pouco olha para a câmera e, melhor, dança e conversa com a avó entre uma notícia e outra.

Com o tremendo descrédito do jornalismo brasileiro, é possível que, assim como aconteceu com os blogs, em breve tenha alguém apresentando notícias de casa rivalizando com o Jornal Nacional.

E nem é isso o mais legal. Melhor será quando for um jornal do bairro, comentando o jogo que aconteceu no campo mais próximo, da festa que vai acontecer ou do buraco da rua que ninguém resolve.

Aí sim seria Cauda Longa total. A derrota do Jornal Nacional não para um novo apresentador-fenômeno caseiro, mas para milhares de apresentadores assistidos em diversas regiões de todo Brasil, cada um falando sobre sua realidade.

Sem querer bancar o profeta, eu iria adorar ver isso vai acontecer.

Web & TV

É muito bom viver uma era de transformações. Claro que alguém pode chegar e dizer: “o mundo nunca parou, está sempre mudando”.

É verdade, a Terra gira.

As diferenças básicas, em relação a séculos passados, são a velocidade das transformações e a quantidade de informações disponíveis sobre elas. O bombardeio é tão grande, constante e mutável que corremos o risco de ficar neuróticos, obcecados por algum tema.

Esse é o nosso caso, portanto não se preocupe com isso.

Veja essa matéria publicada pela Time em 2003 (impressionante como algo tão recente soa longínquo). Parecia que a tão falada convergência TV e Internet se popularizaria na semana seguinte. Bem, lá no Japão…

Por aqui a coisa vai bem devagar. Sobre IPTV pouco se fala (veja abaixo vídeo com experiência do usuário utilizando IPTV). Já com relação TV Digital, o ministro Hélio Costa não sabe qual será seu custo de implantação, mesmo assim garante que começa em julho em algumas cidades. É importante lembrar que isso tudo repercute diretamente também para difundir a distribuição maciça de vídeos no mercado de tecnologias móveis.

Enquanto esperamos o que depende “dos outros”, as pessoas cada vez mais produzem, consomem e distribuem vídeos pela Web. O Cid Torquato é um cara que tem se mantido muito atento a esse cenário e nesse artigo para o IDG ele dá um panorama sobre vídeos online que vai muito além do YouTube. Vale a pena.

Começar um negócio

Tudo bem que esse texto (em inglês) seja voltado realidade americana, onde o empreendedorismo é incentivado, há investidores ávidos por idéias que possam cair no gosto do consumidor e as bolhas são superadas por novos negócios.

Por aqui o buraco é bem mais embaixo, temos um mercado bem mais tímido, a tributação exacerbada como um concorrente forte e, nem por isso, amarelamos.

Se duvidar, a leitura do artigo será um grande passo pro fechamento de um plano de negócios. Na pior das hipóteses servirá como um belo estímulo de auto-ajuda.

Boas causas

Ano passado era difícil um dia em que alguém sensibilizado não enviasse para a sua caixa uma email caloroso com o link do Free Hugs (abraços grátis). Com esse papo bonito quem se deu bem foi a banda Sick Puppies. Saiu do anonimato total para ser tocada nas cerca de 10 milhões de vezes que alguém deu um play no Free Hugs.

O Brainstorm9 mostrou que a simples e maravilhosa idéia foi apropriada agora para mostrar que amor se passa com abraço, Aids não. Muito bom. Confira o vídeo.

Vozes dissonantes

Impressionante como precisamos delas. O tempo todo.

Logo abaixo eu disse que idéias são caras. Passeando pela blogs, dei de cara com o Fabio Seixas alertando novos empreendendores sobre suas intenções e num dos tópicos ele diz que idéias são baratas.

Tudo bem que o contexto é diferente, mesmo assim dá pra ligar o “ops, será que eu estava certo?”.

Aliás, falando em reflexão, esse texto de Caio Tulio Costa sobre a porcentagem ínfima que a internet anda abocanha no mercado publicitário brasileiro é fundamental. Tive a sorte de chegar até ele pelo Viu Isso?

Simples

Todo mundo quer fazer viral. É como se fosse a grande panacéia. O discurso da veiculação gratuita tem inegáveis atrativos, capazes até de fazerem os clientes esquecerem de perguntar: “tudo bem que é de graça, mas alguém vai querer ver isso? E vou agregar algo positivo minha marca?”

Boas idéias continuam sendo caras. E quanto mais simples melhores.

Você viu o futuro?

Em outros tempos bancar o profeta tanto já rendeu status, como também rendeu morte na fogueira.

O que antes era uma necessidade quase espiritual, hoje é de sobrevivência de mercado. Presente e futuro se confundem, ou você antevê mercados e se planeja para estar dentro de cada mudança, ou sua empresa terá grandes chances de mergulhar no túnel do tempo sem chance de volta.

Um dos grandes temas é o futuro da TV, e até que ponto a Web tem a ver com isso. Os vídeos pela Internet são uma realidade consagrada, ainda mais depois do YouTube. Isso para muitos é o começo. Pra muita gente está aí o grande negócio de um futuro breve.

E por mais que não se acredite que o homem chegou Lua, ou que a Internet terá uma parcela de participação muito grande (impossível maior sutileza) no futuro da TV, é fundamental ficar atento pra não perder o prumo, e perceber que nosso presente pode estar com cara de passado.

As mudanças já estão acontecendo há algum tempo, principalmente nas indústrias da comunicação e do entretenimento. O consumo de vídeos via Web é cada vez mais significativo, com impactos econômicos, sociais e culturais mais do que evidentes.

Sem nenhuma descabida presunção, aprendendo com blogs, redes sociais diversas e, s vezes, quem sabe, até com a grande mídia, o que está acontecendo no mundo da geração de conteúdo de vídeos online, nós iremos aqui tratar exclusivamente deste tema.

O bloco da Fundamental está na rua. Seja bem-vindo.