Não servi no Brasil, não teria vontade de servir em nenhum lugar. Depois de dar uma olhada neste site da força aérea holandesa, achei o site tão bem feito, tão cheio de conteúdo, que com um convite tão bonito o negócio deve ser ruim mesmo. Se eu fosse um holandês em época de alistamento - nem sei se é obrigatório por lá -, ficaria me divertindo no site mesmo.
Mas, além do prazer de ouvi-los, tem gente muito boa que você talvez nunca ouvisse falar criando vídeos interessantíssimos com músicas da banda. O vídeo acima retrata a beleza de momentos insignificantes, de tão mergulhados na rotina. Com disse no Twitter o amigo Marcos Mendes, “pra quem gosta de Radiohead e tem quatro minutos sobrando”, vale muito a pena.
Wagner Martins, da Espalhe, disse há muito tempo - e eu já repeti aqui um monte de vezes -que nesse desespero por virais, soluções recorrentes - e quase sempre toscas - são mulheres gostosas e japoneses estranhos dançando. Vi no Update or Die o vídeo acima, em que o cara filma a namorada e seu bambolê virtual no Wii Fit. A moça não é nenhum delírio, mas tenho que admitir que a aparência desleixada, os óculos, o fato de supostamente não estar vendo a filmagem e o rebolado ao acaso, são fetiches que compensam outras possíveis faltas de virtudes da menina.
A Nintendo diz que não tem nada com isso, mesmo com o alerta de que os dois trabalham com publicidade online. O fato é que o vídeo já foi visto mais de 4 milhões de vezes, gerou paródias, uma enxurrada de outras namoradas, meninas de biquini esquiando no Wii, enfim, será mesmo que todo este movimento é voluntário, de namorados querendo expor namoradas e moças se gravando enquanto jogam? Wii é muito legal, mas será que a febre de auto-publicação - sobretudo feminina - jogando é voluntária?
Interessantíssima experiência misturando dança, pintura, música e vídeo com uma dose bem legal de interatividade. Você tem papel bastante ativo no resultado das 12 cenas e seus prelúdios. Caso não conheça ainda, eis o Somnambules.
Digamos que é um “gerente endoidou” digital. Como não entendo lhufas de holandês, fiquei em dúvida se era de fato um site de comércio online - neste link tem a resposta, com comentários muito bons também. Dedique três minutinhos de sua vida ao Hema. Não tem nada demais, e isso é a graça. Tenta-se apenas deixar as coisas mais divertidas e, conseqüentemente, com mais chances de serem vistas e vendidas.
Há uns anos transformei uns rabiscos despretensiosos em um livro despretensioso. O livro só se tornou viável graças a um sistema de impressão sob demanda da Publit. Paguei uma pequena taxa, quem quis comprar pela web, comprou. Paras as festas de lançamento em Fortaleza e no Rio eu mesmo comprei duas remessas de 100 livros, com desconto do autor, e vendi na hora pelo preço de venda do site, zerando meu investimento.
Numa editora “tradicional” eu teria que bancar um custo inicial bem alto para ter uma quantidade enorme de livros em casa, que eu não teria como distribuir. Imagine quantos romances, livros de poesia, históricos, monografias, dissertações e teses por ano não ficam presos em HDs por aí. Algumas universidades disponibilizam em arquivos digitais os textos acadêmicos produzidos. Já pro impresso uma ínfima minora migra.
Quero chamar atenção apenas para a riqueza de possibilidades que temos na integração de diferentes suportes de comunicação. Meu amigo Giuseppe Kiev me mandou o link do Issuu. Além de ser mais um serviço de nome estranho, é mais um lugar para produzir conteúdo, ler e buscar inspirações gráficas em PDFs de publicações muito legais. Dá uma entrada aqui para saber um pouco mais.
Enquanto tem muita gente discutindo o futuro do jornalismo, há outros vivendo este “futuro”. Não lembro de ter visto no jornalismo online brasileiro nenhuma reportagem tão legal quando “Ambulantes de Trem”, primoroso trabalho de graduação que descobri via Intermezzo.
Paulo Coelho continua aprontando por aí. Usuário corrente de estratégias de divulgação via web, ele abre espaço no filme sobre um de seus livros para conteúdo enviado por “amadores”. O concurso, aberto até 25 de julho, dará 3 mil euros a cada um dos 15 selecionados. Para saber os detalhes, vá ao Videobits.tv .
O site do deputado Rodrigo Maia não é tão guerrilheiro quanto o de seu pai, Cesar Maia, o político brasileiro que mais curte redes sociais. Engraçado porque o que mais costuma dar medo a empresários e políticos na wem em ambientes fora de seus websites oficiais é a possibilidade de interatividade, da participação de terceiros, como se isto pusesse vísceras irreveláveis à mostra - muitas vezes o que é possível acontecer, de fato. E aí, tentar se trancar à moda antiga é a solução? Nem sempre, até porque, nos dias de hoje, não há segurança em lugar algum, seja no ambiente digital ou não.
O presidente do Democratas, que como todo político jovem tenta puxar para si uma bandeira de modernidade, acabou tendo sua “segurança” invadida pela mensagem acima onde supostamente deveria estar “a frase da semana”. Os “invasores” mostram que, enquanto se investe muito em eventos grandiosos, doenças exclusivas de países atrasados, antes debeladas do Brasil, continuam matando por alta de investimento em setores básicos. O texto está recopiado abaixo, com as devidas assinaturas:
[linuXploit_crew]
HACK IS NOT A CRIME
IS BREAKING YOUR “SECURITY”
Bem
que eu queria falar de coisa amena, mas há um mosquito zunindo impunemente
neste país. Um país que deseja ter assento permanente na direção da
ONU, mas não revela que todas as cidades brasileiras possuem esgotos
a céu aberto. Um país que gasta bilhões para realizar os jogos Pan Americanos.
E a Copa de Futebol vem aí e não aparelha hospitais, tampouco paga bem
a médicos que mal levantam a cabeça para atender clientes em filas imensas.
Esse mosquito já havia sido exterminado em 1957, mas voltou e parece
que veio para ficar. É uma doença da falta de responsabilidade pública
e da desinformação das pessoas. Ela é a Dengue (Aëdes Aegypti e A. Elbopictus).
::
Members::
Hualdo
- _Seri4l_Kill3r_ - DeRf-
Greetz Elite Top Team
- OutLaw - Spykids - H4ckersBr
Como se vê, a dengue continua fazendo suas vítimas.
Na madrugada de quinta para sexta uma tempestade incrível aconteceu em Fortaleza. De manhã acordei pensando: “caramba, os jornais terão que falar sobre a chuva, o que só acontecerá amanhã, ou seja, mais de 24 horas depois!”. Pensei até em olhar os principais sites de jornalismo local, o que não consegui fazer num dia quase inteiro de correria offline.
Só se falava nisso nas conversas no trabalho, nas escolas, nos bares, blogs, Twitter, onde houvesse gente falando, não tinha outro assunto. O espantoso não foi a chuva em si, nem fortes ventos. Assustadora foi a seqüência de descargas elétricas em forma de trovões bem fortes e relâmpagos. Eu estava dormindo, tive a impressão que o fenômeno se estendeu por mais de uma hora.
Não vou ficar aqui remoendo para saber qual foi atraso dos portais, (se é que houve) até porque sei que o editor de um deles, o Leonardo Fontes, um cara que tem uma visão excepcional de web sem sofrer os ataques de estrelismo tão comuns por aí, também editor do Blogueisso!, da rede de blogs Blogueisso!, do Prensa 3.0 e de mais projetos que nem sei, costuma dormir muito tarde e, além do vídeo acima, ainda andou fazendo transmissões ao vivo com celular via Qik, divulgando tudo pelo Twitter.
Lembrei disso agora ao ler o post “What Newspapers Still Don´t Understand About the Web”. O cara fica danado ao ver que encontra notícias no Google sobre uma tempestade que castigou Washington, e não há nada na primeira página online do Washigton Post. Ressalta que, mesmo por lá, os sites de jornalismo ainda são conhecidos como “website do jornal tal”, sem um pensamento de notícias para Web.
Acredito que este seja um sintoma claro de nossa geração, da transição que vivemos, ainda mais quando se perde controle sobre um mercado específico sem muita idéia de como isso será recuperado em outros suportes. A questão há muito tempo não é o “dar primeiro”, o que o rádio, por exemplo sempre fez e poderá fazer. O mais interessante é a busca de uma linguagem específica do online e um transmídia real, respeitando a peculiaridade de cada meio, e não essa replicagem de conteúdo que se faz hoje com a cara de pau de dizer que se trata de convergência.